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    Decreto de salões e academias ‘causa estranheza’, diz frente de prefeitos

    “Os prefeitos certamente terão a responsabilidade de consultar seus técnicos antes de tomar qualquer atitude", diz Jonas Donizete

    Bolsonaro editou decreto e incluiu academias e salões de beleza na lista de atividades essenciais
    Bolsonaro editou decreto e incluiu academias e salões de beleza na lista de atividades essenciais Foto: José Cruz/Agência Brasil

    Iuri Pittada CNN

    O decreto publicado pelo presidente Jair Bolsonaro que inclui salões de beleza, barbearias e academias de esporte como serviços essenciais foi recebido com cautela e estranhamento pelos prefeitos, que têm prerrogativa para definir quais atividades podem ou não funcionar nos municípios durante a pandemia do coronavírus, conforme decisão do Supremo Tribunal Federal. 

    “Causa estranheza a maneira como foi anunciado, ontem, o decreto do presidente Jair Bolsonaro, que inclui na lista de serviços essenciais as atividades de salões de beleza, barbearias e academias. O próprio ministro da Saúde ficou, visivelmente, surpreso com a medida”, disse à CNN o prefeito de Campinas (SP) e presidente da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), Jonas Donizette (PSB). 

    Tão logo o decreto de Bolsonaro veio a público, pelo menos um terço dos governadores do país se posicionaram publicamente contrários à medida ou em rumo oposto à flexibilização das medidas de distanciamento e isolamento social. Assim como as prefeituras, as governadorias têm autonomia assegurada pelo STF para decretarem quais atividades podem ou não funcionar por questões de saúde pública, área que é responsabilidade dos três níveis de governo da federação. 

    “Os prefeitos certamente terão a responsabilidade de consultar seus técnicos antes de tomar qualquer atitude para avaliar se a situação do município permite, de fato, a abertura desse tipo de serviço”, explicou Donizette