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    Delegada que teria atirado contra policiais tem liberdade provisória concedida

    Decisão foi tomada após audiência de custódia realizada nesta sexta-feira (24); caso ocorreu em Belo Horizonte

    A delegada Monah Zein
    A delegada Monah Zein Reprodução/Instagram

    Daniela MallmannBianca CamargoCarolina Figueiredoda CNN

    A delegada Monah Zein, que teria atirado contra policiais após ficar reclusa por mais de 30 horas no próprio apartamento em Belo Horizonte (MG), teve liberdade provisória concedida nesta sexta-feira (24).

    A audiência de custódia começou por volta das 12h desta sexta no Fórum Lafayete, na capital mineira. A juíza Juliana Pagano, da Central de Flagrantes de Belo Horizonte, decretou segredo de Justiça para o caso. Monah não participou da audiência, nem mesmo de forma virtual, pois segue internada.

    Monah, que teve prisão decretada na quinta-feira (23), vai responder por tentativa de homicídio.

    Ela foi sedada na quarta-feira (22) após permitir a entrada dos policiais no apartamento. Ela foi encaminhada para o hospital da Unimed, onde segue internada no Centro de Terapia Intensiva sob escolta policial.

    Durante entrevista coletiva realizada na quinta-feira (23) pela Polícia Civil de Minas Gerais, a delegada Francione Tavares Lopes Fintelman, da Corregedoria, informou que, após se entregar, Monah Zein foi levada para um hospital “em razão do estado emocional”.

    Ainda de acordo com a Corregedoria, a delegada foi presa em flagrante por ter disparado contra os policiais civis e foi solicitada a internação provisória à Justiça. As investigações sobre o caso ainda estão em andamento.

    Entenda o caso

    Ao longo da terça-feira (21), Monah Zein fez diversas transmissões ao vivo em suas redes sociais com a arma em punho mostrando trechos da negociação. Policiais civis foram até a casa dela após mensagens que ela enviou em grupos. Ela alegava que eles não tinham mandado e nem motivo para estar lá.

    De acordo com sua defesa, o “estado de saúde delicado” que a servidora se encontra é devido a “perseguições e retaliações” no âmbito da Polícia Civil, “instituição que vem adoecendo seus servidores sem prestar qualquer tipo de assistência”.

    Os policiais chegaram ao imóvel às 9h de terça-feira (21), após ela enviar mensagens com teor de risco à própria saúde em um grupo de amigos e colegas de trabalho.

    Ela foi atendida por uma equipe médica e recebeu sedativos. Segundo a defesa, Zein segue internada e seu estado de saúde é estável.

    De acordo com publicações feitas pela delegada nas redes sociais, a Polícia Civil a teria humilhado e por isso ela não voltaria a trabalhar. A defesa dela afirmou que, apesar da polícia tratá-la como uma potencial suicida, ela estaria apenas querendo ficar em sua casa, sem correr nenhum risco.

    O delegado Saulo Castro, porta-voz da Polícia Civil de Minas Gerais que a corporação vai “lidar de forma transparente, seguindo a legalidade, respeitando o devido processo legal, o contraditório e a ampla defesa” com as acusações de assédio feitas por Zein.