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    Desfiles das escolas de samba do Rio começam nesta quarta-feira

    Corpo de Bombeiros libera pista e arquibancadas, mas aguarda documentação de camarotes e alegorias. Expectativa da Liesa é que 97% dos ingressos para a Sapucaí sejam vendidos

    Sambódromo da Marquês de Sapucaí.
    Sambódromo da Marquês de Sapucaí. Acervo Liesa

    Nathalie Hanna Alpaca*da CNN

    Rio de Janeiro

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    Após dois anos sem os tradicionais desfiles na Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, sete escolas de samba da Série Ouro, divisão de acesso, inauguram o retorno à avenida nesta quarta-feira (20), às 21h. Ao todo, 15 agremiações disputam uma vaga no Grupo Especial, que vai para a avenida a partir de sexta-feira (22).

    Nesta terça-feira (19), o Corpo de Bombeiros autorizou os desfiles no Sambódromo, dando alvará para a estrutura permanente das arquibancadas e para a pista. Entretanto, a corporação ainda não recebeu os documentos necessários para concluir o processo dos carros alegóricos e camarotes.

    “Não iremos permitir que camarotes funcionem sem a devida documentação. Tem espaços pedindo autorização para até quatro mil pessoas. Caso não haja documentação, projetos, escape, sinalização e outras exigências, iremos interditar, não tem jeito”, afirmou o secretário de Estado de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro.

    Apesar das pendências a serem resolvidas, a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) divulgou que a Sapucaí deve ficar praticamente lotada. Para quem ainda deseja acompanhar o espetáculo, de acordo com o coordenador-geral de vendas da entidade, Heron Schneider, há ingressos disponíveis a partir de R$ 15.

    “Esperamos atingir um percentual de 97% dos ingressos vendidos para os dias de desfile. Mesmo com a mudança da data, a procura tem sido esperada e superando as expectativas”, colocou Schneider.

    Também nesta quarta-feira, o Rei Momo, um dos personagens mais conhecidos do Carnaval, volta a receber a chave da cidade do Rio de Janeiro. Simbolicamente, o prefeito Eduardo Paes vai entregar o “comando” do município para o regente da folia carioca.

     

     

    “Carnaval dividido” deve movimentar R$ 2,8 bilhões no Rio de Janeiro

    O Rio Convention & Visitors Bureau (Rio CVB), entidade de estímulo ao turismo, acredita que o setor vai recuperar a receita, após dois anos de prejuízos causados pela pandemia de Covid-19.

    “O Carnaval dividido em duas etapas vem garantindo bons resultados para o setor nos dois períodos, com cerca de 80% de ocupação em fevereiro e uma expectativa semelhante para este mês. Após um ano sem os desfiles, temos muito a comemorar com a volta das escolas de samba ao sambódromo e a volta dos turistas ao Rio de Janeiro”, afirma a diretora executiva do Rio CVB, Roberta Werner.

    A Associação de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIH-RJ) e o Sindicato dos Meios de Hospedagem (HotéisRIo) informaram que a ocupação na cidade chegou a 78% nesta terça-feira e que os turistas nacionais respondem por 86% das reservas, especialmente vindos de São Paulo e Minas Gerais.

    As entidades também já notaram a volta gradual de visitantes estrangeiros, que representam 14% dos hóspedes, a maior parte deles vindo dos Estados Unidos, Argentina, Chile e Colômbia.

    “Acreditamos que os números de ocupação vão aumentar ainda mais. Nossa expectativa é de que, até o dia do início do Carnaval, chegue a 85%. Após dois anos sem desfiles e blocos, o público quer voltar a desfrutar dos encantos da Cidade Maravilhosa”, declarou o presidente do HotéisRIO, Alfredo Lopes.

    A Prefeitura do Rio de Janeiro realizou um levantamento, em fevereiro deste ano, que mostrou que o Carnaval carioca chega a movimentar R$ 4 bilhões. Porém, de acordo com o economista e coordenador do Laboratório de Inteligência Artificial da Unirio, Gabriel Pinto, desta vez a cidade não deve chegar a este valor, pois a data foi diferente do que costuma ser.

    “O Carnaval que ocorre em fevereiro está no calendário nacional e internacional. As pessoas se programam para esse momento. Só os blocos costumam movimentar cerca de R$ 1 bilhão. Este ano foi atípico, então a cidade deve gerar R$2,8 bilhões com as duas datas. O primeiro evento foi tímido, teve mais turismo do que as festas em si e chegou a movimentar só 200 milhões de reais, uma fração do valor. Agora, esta semana terá mais atividade econômica, mas não chega a ter os mesmos ganhos que o normal”, afirma.

    Homenagem à Mocidade Independente de Padre Miguel

    Nesta semana do retorno dos desfiles, o governador Cláudio Castro sancionou a Lei 9.647/22, que faz com que o Grêmio Recreativo Escola de Samba Mocidade Independente de Padre Miguel se torne Patrimônio Cultural Imaterial do Estado do Rio de Janeiro.

    A escola tem seis conquistas e ocupa o posto de sétima maior vencedora do Carnaval das Campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro.

    *sob supervisão de Pauline Almeida

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