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    Desmatamento está tornando Amazônia uma emissora de carbono, diz ex-Inpe

    Em entrevista à CNN, ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Ricardo Galvão analisou metas do Brasil no combate ao desmatamento

    Da CNN

    Em São Paulo

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    Em entrevista à CNN, o ex-diretor do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) Ricardo Galvão afirmou que a Amazônia está se tornando uma emissora de carbono. De acordo com o especialista, isso se deve ao desmatamento.

    “Estamos chegando a um ponto praticamente de equilíbrio: nem absorvemos mais, nem emitimos mais [gás carbônico]”, disse Galvão. “Se continuarmos a desmatar, vamos emitir muito mais gás carbônico do que absorvemos com a floresta.”

    ministro do Meio Ambiente, Joaquim Leite, apresentou, na manhã desta segunda-feira (1º), as metas do Brasil na COP26, mais ousadas do que as cogitadas inicialmente. Segundo o ministro, o Brasil deve reduzir 50% das emissões de gases de efeito estufa até 2030 e neutralizar as emissões de carbono até 2050.

    Inicialmente, a proposta do governo era apresentar uma redução entre 45% e 48% das emissões até o final da década, conforme antecipou o analista de assuntos internacionais da CNN, Lourival Sant’Anna, no domingo (31). Havia ainda a expectativa de que o Brasil não firmasse nenhuma decisão relacionada à neutralização das emissões de carbono até a metade do século.

    Além disso, o governo brasileiro estuda antecipar para 2027 ou 2028 a atual meta de zerar o desmatamento ilegal no país, que hoje é para 2030.

    De acordo com o ex-diretor do INPE, há dúvidas se essas promessas podem ser cumpridas. “O governo não tem uma credibilidade aceita internacionalmente atualmente”, disse.

    (Publicado por Daniel Fernandes)

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