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    Drones são os equipamentos tecnológicos mais usados pelas forças de segurança do país

    Estudo da Fundação Getulio Vargas apontou que 63% das instituições de defesa usam a ferramenta

    Drone utilizado pela Polícia Militar de São Paulo
    Drone utilizado pela Polícia Militar de São Paulo Divulgação/Governo de São Paulo

    Rafaela Cascardoda CNN

    No Rio de Janeiro

    Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (29) pela Fundação Getulio Vargas (FGV) mostra que a tecnologia mais presente no Brasil no combate à criminalidade são os drones, utilizados por 63% das forças de segurança pública.

    Os equipamentos aparecem em primeiro lugar entre as ferramentas tecnológicas adotadas. Dentre os 26 estados brasileiros e o Distrito Federal, apenas nove não foram apontados como utilizadores desses equipamentos.

    Os dados foram apresentados durante um seminário realizado na sede da FGV, no Rio de Janeiro, com a presença de representantes das polícias militar e civil do Rio de Janeiro e do Ministério Público Estadual.

    Em segundo lugar aparece o reconhecimento óptico de carácteres (OCR), usado por 44% dos estados brasileiros. O reconhecimento possibilita a leitura eletrônica de placas de veículos em rodovias, por exemplo.

    O reconhecimento facial também foi destaque, já que está presente em 33% dos aparatos de segurança. Já as câmeras corporais estão fixadas em 22% dos uniformes de agentes das forças de segurança.

    Segundo a professora Fernanda Prates, uma das coordenadoras do estudo, é preciso entender melhor quais são as maneiras mais eficazes de implementar as tecnologias na rotina dos profissionais de segurança.

    “Agora que entendemos que não dá para voltar atrás, e que essas ferramentas farão parte da vida desses atores, queremos dialogar junto com eles e também escutar seus respectivos feedbacks. Esse diálogo pode suscitar novas regulamentações, auxiliar as instituições, e entender melhor como aplicar essas tecnologias de forma a serem aproveitadas em toda sua potencialidade”, explicou Fernanda.

    O estudo inédito foi feito pela Escola de Direito da FGV do Rio entre junho de 2021 e maio de 2022, com base em análises de 2.412 reportagens e publicações de grande circulação no Brasil sobre o assunto.