Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do Rio, vira réu por organização criminosa

De acordo com a denúncia do MP do Rio, o ex-secretário chefiou um esquema para comprar respiradores superfaturados com pagamento adiantado

Gabriela Coelho, da CNN em Brasília

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O juiz Bruno Rulière, da 1ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público e Edmar Santos, ex-secretário de Saúde do estado do Rio de Janeiro, virou réu por organização criminosa e peculato em uma ação sobre fraudes na compra de respiradores para o combate à Covid-19. O processo corre em segredo de Justiça. 

A CNN busca contato com a defesa de Edmar Santos para comentar a decisão judicial.

De acordo com a denúncia do MP do Rio, o ex-secretário chefiou um esquema para comprar respiradores superfaturados com pagamento adiantado. 

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Segundo o MP, os respiradores nunca foram entregues, e as fraudes causaram prejuízo de R$ 36,9 milhões aos cofres do estado – o valor foi bloqueado nas contas do ex-secretário, que está preso preventivamente desde 10 de julho.

O caso é um dos capítulos da investigação da Operação Mercadores do Caos, deflagrada pela força-tarefa do MP-RJ para investigar os contratos ligados ao combate à pandemia do novo coronavírus.

No dia 15 de julho, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou um pedido de habeas corpus ao ex-secretário. A decisão foi tomada pela vice-presidente da Corte, Maria Thereza de Assis Moura.

Edmar Santos foi preso no dia 10 de julho no apartamento onde mora em Botafogo, zona sul do Rio, em desdobramento das investigações sobre suposta fraude na compra de respiradores pelo estado para o combate à Covid-19.

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