Em depoimento, suspeitos de morte de ambientalista em SP alegam que foi acidente

Versão apresentada confronta laudo necroscópico, que apontou sinal de asfixia mecânica na vítima

Manoela Carlucci, da CNN*, em São Paulo
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Os dois suspeitos de participar da morte do ambientalista Adolfo Souza Duarte, o “Ferrugem” foram ouvidos pela Polícia Civil de São Paulo na tarde desta terça-feira (30). Eles estão presos preventivamente desde o dia 24 deste mês, sob suspeita de homicídio qualificado, mas ainda não foram indiciados.

Segundo a defesa, os envolvidos Vithorio Alax Silva Santos e Mauricius da Silva afirmaram que não tinham nenhuma relação com Ferrugem, o conhecendo apenas no dia do crime, e que não houve desentendimento e nenhum tipo de agressão.

Os suspeitos foram convidados por outras duas amigas a realizar um passeio de barco na represa Billings, no dia 1º de agosto, onde foram recebidos e guiados pela vítima — que atuava na região com educação ambiental com intuito preservar a represa.

Durante o passeio, os envolvidos fizeram uso de bebida alcoólica e maconha, conforme informado no depoimento. Adolfo teria sido visto bebendo apenas uma latinha de cerveja.

De acordo com a versão de Vithorio e Mauricius, a vítima e uma das meninas caíram na água por conta de um solavanco que teve na embarcação. Um deles esbarrou no manete durante o solavanco, o que fez com que os outros dois caíssem também.

Quando perceberam que Adolfo tinha desaparecido, eles voltaram a margem para pedir ajuda, mas ao invés de receberem auxílio, começaram a ser atacados por amigos do homem desaparecido. O corpo dele foi encontrado no dia 6 de agosto e enterrado no dia 7 do mesmo mês.

O próximo passo da investigação é ouvir o depoimento das meninas envolvidas no caso. Vithorio e Mauricius continuam presos.

Segundo perícia da Polícia Civil de São Paulo, “após análise do laudo necroscópico, foi verificado que havia sinal de asfixia mecânica na vítima, não havendo sinais de afogamento”.

*Sob supervisão de Giulia Alecrim