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    Em uma semana, 21,4 mil pessoas deixam abrigos no RS

    Quantidade de indivíduos que estavam nas estruturas temporárias teve queda de 27,7% desde o dia 18; segundo governo do estado, famílias estão retornando para suas casas

    Fábio Munhozda CNN

    Em São Paulo

    O número de pessoas em abrigos por causa das chuvas no Rio Grande do Sul teve uma queda de 27,7% em uma semana. Do dia 18 até este sábado (25), 21.411 indivíduos deixaram as estruturas temporárias de atendimento aos desalojados e desabrigados. Os dados são dos boletins diários da Defesa Civil e foram compilados pela CNN.

    A Secretaria de Desenvolvimento Social do Rio Grande do Sul explicou que o monitoramento diário dos abrigos é feito com base em informações repassadas pelos municípios. “Quando a água baixa, há um movimento natural de retorno das famílias para suas casas, como neste momento”, explicou a pasta.

    Veja o gráfico:

    Na manhã deste sábado, 55.791 pessoas ainda estavam nos abrigos espalhados pelo estado. Há uma semana, eram 77.202. O número máximo de pessoas albergadas foi atingido no dia 12 de maio: 81.170.

    No primeiro boletim emitido pela Defesa Civil, no dia 1º de maio, 1.145 estavam em abrigos. De lá até o dia 12, o número subiu diariamente. Entre os dias 14 e 20, houve uma estabilização, até entrar em tendência de queda na última terça-feira (21).

    Atualmente, o estado tem 581.638 desalojados. Nem todos foram para os abrigos, já que há pessoas que foram para casas de amigos ou parentes.

    Diferentemente do número de pessoas em abrigos, o total de desalojados ainda não apresenta tendência de queda. Na segunda-feira (20), por exemplo, 581.633 pessoas estavam desalojados –cinco a menos do que a quantidade atual.

    Pesquisa Atlas/CNN divulgada nesta semana mostra que 41,7% das pessoas afetadas pela enchente no Rio Grande do Sul tiveram de deixar suas casas e ir provisoriamente para outro lugar.

    Nesta semana, o governo do Rio Grande do Sul emitiu ordem de início para construção das primeiras 300 unidades habitacionais definitivas para desabrigados no Vale do Taquari.

    Outro projeto em andamento é a construção das chamadas cidades temporárias, que funcionarão em quatro cidades da região metropolitana: Porto Alegre, Canoas, Guaíba e São Leopoldo.

    De acordo com o vice-governador Gabriel Souza, esses espaços são “locais mais adequados, porém provisórios, para que, durante algum tempo, as pessoas possam estar albergadas em locais com mais dignidade e conforto para si e para suas famílias”.

    Até a manhã de hoje, as chuvas em território gaúcho deixaram 469 mortos, 64 desaparecidos e 806 feridos.