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    Empresário é preso acusado de instalar câmera escondida em casa alugada em GO

    Segundo a polícia, equipamento instalado no banheiro de uma casa filmou família por cerca de duas semanas

    Rafael VillarroelVictor Locatelida CNN*

    São Paulo

    A Polícia de Goiás prendeu na última sexta-feira (19) o empresário Francismar Fernandes da Silva, de 36 anos. Ele é suspeito de ter colocado uma câmera escondida dentro de uma casa alugada em Anápolis (GO), a cerca de 60 km de Goiânia. Saiba quem é o suspeito.

    De acordo com as investigações, a câmera filmou banhos e a rotina das pessoas que alugaram o espaço durante duas semanas.

    Segundo a Polícia Civil, em fevereiro deste ano uma adolescente de 16 anos, cuja família havia alugado uma casa, flagrou Francismar dentro do banheiro da residência. O homem fugiu após ser flagrado. Desconfiada, a jovem acabou descobrindo uma câmera escondida instalada na tomada do banheiro.

    O local foi periciado pela Polícia Técnico-Científica, que confirmou a existência do equipamento, que, além de transmitir em tempo real as imagens captadas no banheiro, também armazenava os arquivos.

    A família relatou que, após ter alugado a casa, Francismar simulou que precisava tirar algum objeto da residência, quando então pediu para usar o banheiro. A polícia acredita que a câmera escondida foi instalada nesta oportunidade.

    Segundo as investigações, Francismar é proprietário de uma empresa de energia solar e possui acesso ao interior de inúmeras residências, o que leva a polícia a acreditar na existência de mais vítimas.

    Por conta dessa suspeita, a Polícia Civil divulgou a imagem de Francismar, visando identificar outros prováveis crimes.

    Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na residência dele, onde foram apreendidos diversos dispositivos eletrônicos, que devem passar por perícia.

    Segundo a delegada Aline Lopes, o empresário poderá responder pelo crime de registrar cenas de nudez de criança e adolescente, além da invasão da casa. “Como a casa estava alugada, ele não tinha direito de lá entrar. Configura invasão”, declarou.

    O que diz a defesa

    Por meio de nota, a defesa de Francismar diz que, “até o presente momento”, não teve acesso aos autos que resultaram na prisão preventiva do cliente.

    “A ausência de acesso aos documentos pertinentes compromete substancialmente nossa capacidade de preparar uma defesa eficaz em nome de nosso cliente. O direito fundamental à ampla defesa e ao contraditório é essencial em um Estado Democrático de Direito, e estamos comprometidos em garantir que esses direitos sejam plenamente respeitados. Apelamos às autoridades competentes para que respeitem o devido processo legal e garantam que todas as partes envolvidas tenham acesso igualitário às informações necessárias para uma atuação justa e adequada. E, também, à imprensa para que tenha paciência para apurar todo o fato antes de emitir um juízo de valor sobre a situação”, diz o texto.

    A defesa diz ainda que está “empenhada em cooperar plenamente com as investigações, desde que nos seja concedida a oportunidade de examinar os elementos que embasam as acusações contra nosso cliente”.

    “Confiamos que, com o acesso aos autos, seremos capazes de exercer plenamente o direito de defesa e esclarecer quaisquer equívocos que possam ter ocorrido neste caso. Permaneceremos vigilantes na defesa dos direitos de nosso cliente e trabalharemos incansavelmente para garantir que a justiça seja alcançada de maneira justa e imparcial”, finaliza.

    *Sob supervisão de Bianca Camargo 

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