Empresas abrem mais espaço para inclusão de mulheres

Público feminino lidera 31% dos conselhos de companhias globais, revela o Gender Equality Index

Stephanie AlvesIsabela Filardida CNN

Em São Paulo

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De acordo com o Gender Equality Index, o índice que mede a igualdade de gênero em empresas, divulgado anualmente pela Bloomberg, as corporações têm investido na promoção da diversidade e da inclusão no ambiente de trabalho.

Das 418 organizações participantes, de 45 países diferentes, 72% têm diretoria específica para tratar do tema, e as mulheres ocupam cargos de direção em um terço delas.

“Hoje, no GPA, a gente tem 53% de mulheres dentro da nossa demografia geral e 37% estão em cargos de liderança, o que é um orgulho pra gente muito grande”, afirma Mirella Gomiero, diretora executiva de RH, tecnologia e sustentabilidade do GPA.

“Hoje, a nossa meta é chegar a 40% de mulheres até 2025”, conclui Mirella.

A pesquisa também mostra que, em 83% das empresas, os esforços para garantir a igualdade de gênero começam logo na contratação. Em 66% delas, são adotadas estratégias posteriores, como uma análise da remuneração que é paga às mulheres.

Ainda conforme o levantamento, 75% oferecem benefícios como uma sala de lactação para que mães recentes possam amamentar seus filhos e 59% também pagam auxílio-creche.

A TIM, empresa de telefonia, também fez parte do estudo e revisou as políticas de inclusão recentemente. Cursos, palestras e treinamentos para as funcionárias são rotina.

“O desejo da gente é que um dia não se fale mais de politica de diversidade e inclusão porque chegará um dia que essa causa fará parte do DNA da empresa e da sociedade”, afirma a vice-presidente da TIM Brasil, Maria Antonietta Russo.

Em pouco mais de seis meses, o reconhecimento veio na forma de três prêmios internacionais pela política de igualdade de gênero da empresa.

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