CNN no Plural: Como vencer barreiras para tornar adoção mais inclusiva

Brasil tem quase 30 mil crianças em casas de acolhimento, das quais 4 mil podem ser adotadas; mas muitas têm mais de 9 anos e irmãos e encaram resistência das famílias

Luana Franzãoda CNN*Alisson Negrinida CNN

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Atualmente, o Brasil tem quase 30 mil crianças em casas de acolhimento, instituições que cuidam de menores que estão sob a proteção da justiça. Entre elas, cerca de 4 mil podem ser adotadas, mas fatores como maior idade, presença de irmãos, deficiências, cor da pele, entre outros, podem afastar possíveis famílias.

De acordo com o Sistema Nacional de Adoção e Acolhimento, com dados obtidos entre 2019 e 15 de dezembro de 2021, dentre as 8.738 adoções realizadas no país, 30,8% das crianças e adolescentes adotados eram brancos, 98,1% sem nenhum tipo de deficiência e 65% sem irmãos.

Em entrevista à CNN, o juíz da Vara da Infância e Juventude de Guarulhos, Iberê Dias, explicou que a adoção de crianças com três ou mais irmãos é mais rara do que daquelas com apenas um ou nenhum. “Para dois irmãos, normalmente conseguimos interessados sem maiores dificuldades. Com três irmãos já cria uma dificuldade maior, para quatro irmãos já fica mais complexo”, disse.

A chegada na família, apesar de um momento feliz, também traz desafios. A psicóloga Ana Gabriela Andriani afirmou que para uma melhor adaptação dos filhos recém-chegados, não se pode negligenciar o passado. “A história [dos filhos], por mais traumática e mais difícil que tenha sido, vai precisar ser adotada também”.

*Sob supervisão

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