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    Enchentes no RS: Vice-governador gaúcho propõe realocação de áreas muito atingidas

    Em entrevista à CNN, Gabriel Souza detalhou ações para minimizar impacto de novas inundações

    Da CNNda CNN*

    O Rio Grande do Sul enfrenta um período prolongado de chuvas intensas e enchentes sem precedentes, com impactos significativos em diversas cidades. Em entrevista à CNN, o vice-governador do estado, Gabriel Souza (MDB), discutiu as ações em andamento para lidar com a crise e os planos para a reconstrução do estado.

    Segundo Souza, a previsão é de mais chuvas nos próximos dias, com a possibilidade de um ciclone atuando próximo à costa gaúcha, gerando ventos fortes e novos episódios de chuva intensa. Ele destacou que o estado vive um “evento climático” há aproximadamente 25 dias, com consequências contínuas e impactos persistentes nas famílias gaúchas.

    Ontem, as forças de segurança precisaram ser mobilizadas para apoiar municípios que enfrentavam novas enchentes, com a retirada de famílias de áreas de risco. Souza ressaltou que o estado está lidando com a mesma situação emergencial dos primeiros dias, mesmo após semanas do início das chuvas.

    O governo estadual sancionou a lei que cria o Plano Rio Grande, destinado à reconstrução do estado. Souza enfatizou a necessidade de reconstruir áreas muito atingidas de forma resiliente e adaptada às mudanças climáticas, evitando reconstruir nos mesmos locais e da mesma forma, o que resultaria nos mesmos problemas.

    Em alguns casos, a realocação de bairros ou até mesmo de cidades inteiras está sendo considerada. Souza citou os municípios de Roca Sales e Muçum como exemplos, onde novas áreas estão sendo avaliadas para expansão urbana, incluindo espaços para distritos industriais.

    “Nada adianta construir as mesmas coisas nos mesmos lugares da mesma forma, geraria os mesmos resultados. Então a gente vai precisar construir, reconstruir, muitas vezes de formas diferentes ou de formas diferentes para ter melhor resiliência e adaptação climática”, afirmou.

    Souza destacou a importância da cooperação com o governo federal, especialmente na recomposição das receitas perdidas devido aos impactos econômicos da tragédia. Ele disse ter expectativas de que o ministro da Reconstrução recém-nomeado, Paulo Pimenta (PT), consiga encaminhar os pleitos urgentes do Rio Grande do Sul junto ao governo federal.

    Embora o vice-governador não tenha comentado sobre a possibilidade de adiar as eleições municipais deste ano, ele reconheceu que será um pleito atípico, conciliado com o trabalho de reconstrução e o apoio às vítimas.