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    Escola demite professor após pais dizerem que filme exibido seria “pornográfico”, diz sindicato

    "A Guerra do Fogo" tem classificação indicativa de 14 anos e teria sido escolhido para uma turma de 1º ano do Ensino Médio por riqueza histórica e antropológica

    Filme exibido para turma de 1º ano do Ensino Médio tinha classificação indicativa de 14 anos
    Filme exibido para turma de 1º ano do Ensino Médio tinha classificação indicativa de 14 anos Rovena Rosa/Agência Brasil

    Letícia Cassianoda CNN

    Um professor de sociologia foi demitido da Escola Deputado João Evaristo Curvo, em Jauru (MT), após exibir o filme “A Guerra do Fogo”, de classificação indicativa de 14 anos, para uma turma do 1º ano do Ensino Médio.

    Adenilson Batista de Sousa Avila foi desligado da escola após os pais de um adolescente da turma alegarem que o filme era inapropriado e que se tratava de um filme pornográfico.

    As informações foram confirmadas pelo Sindicato dos Trabalhadores do Ensino Público do Mato Grosso (Sintep-MT), que também disse repudiar o ocorrido e a secretaria de educação pelo ato.

    “A Liberdade de Cátedra é um direito constitucional fundamental que garante aos trabalhadores da educação a autonomia para conduzir suas atividades de ensino, permitindo o livre desenvolvimento do pensamento, o ensino e a aprendizagem dos estudantes”, escreveu em nota.

    “A escolha desse filme foi embasada em sua riqueza histórica e antropológica, abordando a conexão humana com o ambiente, sua evolução ao longo do tempo e as transformações culturais em nossa relação com a natureza. ‘A Guerra do Fogo’ ilustra vividamente a busca ancestral pelo domínio do fogo, um elemento primordial na evolução da humanidade”.

    Para o sindicato, o secretário da Educação, Alan Porto, “demonstrou desconhecimento do processo pedagógico e, principalmente, da liberdade de cátedra”. Ainda segundo a instituição, o caso associa o professor “injustamente à figura de um educador imprudente que exibiria conteúdos pornográficos a jovens”.

    A CNN entrou em contato com a secretaria estadual de Educação do Mato Grosso, mas não teve retorno até o momento da publicação deste texto. O espaço continua aberto.

    Veja também: “Enem dos concursos” deve desafogar serviços públicos, diz especialista

    *Publicado por Pedro Jordão, da CNN em São Paulo

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