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    Escola inclusiva dá autonomia para crianças com deficiência, diz especialista

    À CNN, Rodrigo Hübner Mendes defendeu que o modelo é uma “mudança que favorece a todos os alunos”

    Imagem ilustrativa de sala de aula
    Imagem ilustrativa de sala de aula Estadão Conteúdo

    Amanda GarciaBruna Salesda CNN

    São Paulo

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    Em entrevista à CNN, no quadro CNN Educação, o superintendente do Instituto Rodrigo Mendes, Rodrigo Hübner Mendes, defendeu que o modelo da escola inclusiva deveria ser adotado.

    Ele admitiu que, em um primeiro momento, pode parecer melhor ter uma escola especial, apenas para alunos com deficiência, com profissionais preparados e lugares reservados. “No entanto, esse modelo não deu certo.”

    “Crianças nesses ambientes não construíram autonomia, não existe o tipo de estímulo necessário para que ela de fato busque o seu melhor e tenha chance de autonomia. É por isso que especialistas do mundo inteiro recomendam a adoção da escola inclusiva”, explicou.

    Neste modelo, de acordo com Rodrigo, a escola “se dispõe a transformar e mudar o jeito de atuar”: “Ela passa a ter uma equipe planejamento pedagógico, explora outras tecnologias, está sempre reciclando seu conhecimento, com novas formações, como terceiro ponto, a criança com deficiência pode precisar de especializado, mas pode acontecer na escola.”

    Essa mudança, para o especialista, “favorece a todos os alunos”: “Toda essa atualização e oxigenação necessária para a equipe pedagógica faz com que ela tenha uma equipe mais atenta ao mundo contemporâneo, não só as com deficiência, quando se tem um projeto pedagógica com professores atentos, o todo ganha.”

    Para o modelo prosperar no Brasil, no entanto, Rodrigo Mendes destacou a necessidade de uma política pública forte. “É preciso ter como prioridade estabelecer diretrizes para toda a rede de ensino.”

    Ele relatou que visita diversas escolas pelo país e já notou um padrão: “O fator renda, infraestrutura física, volume de investimento não é necessariamente o principal gerador de prática inclusiva.”

    De acordo com Rodrigo, é claro que recursos são essenciais, mas há instituições de ensino em que “o que fez a grande diferença foi um diretor que abraça a inclusão como valor, premissa, e junto com os demais educadores conseguem se mobilizar para mudar a forma de atuar.”

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