Estamos longe das metas estabelecidas na origem do Dia da Educação, diz especialista

À CNN Rádio, o vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, Roberto Campos de Lima, afirmou que a qualidade de ensino, que já não era a ideal, teve piora considerável durante a pandemia

Cleiton Borges/Secom/PMU

Amanda Garciada CNN

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O Dia da Educação é comemorado em 28 de abril desde 2000, quando o Fórum Mundial de Educação de Dakar estabeleceu o compromisso de ampliar o acesso ao ensino à educação básica no mundo.

O marco serve para incentivar e conscientizar a população sobre a importância da educação, seja escolar, social ou familiar, além da construção de valores essenciais na vida em sociedade.

Em entrevista à CNN Rádio, no CNN Educação, o vice-presidente do Instituto Ayrton Senna, Roberto Campos de Lima, afirmou que ainda estamos “relativamente longe das metas estabelecidas” há 22 anos.

Entre elas, ele destaca a necessidade de melhorias no nível de alfabetização. “São um desafio ainda, vivemos momentos em que trabalhamos o acesso à educação e sua universalização.”

Infelizmente, de acordo com o especialista, a educação brasileira já lidava com o desafio da qualidade. “De 10 crianças matriculadas na educação básica, uma pequena parcela concluía os estudos com pleno entendimento de português, apenas 3 delas, e somente 1 com conhecimentos básicos de matemática.”

O período de escolas fechadas devido à pandemia, segundo Roberto Campos de Lima, “agravou o quadro, especialmente para os mais pobres.”

“O potencial de retrocesso é da ordem de dez anos e já estávamos num quadro abaixo de países vizinhos da América Latina, por exemplo”, completou.

Para o vice-presidente do Instituto, “o cenário exige ações imediatas do gestor público, da sociedade civil, dos governos de maneira geral e dos educadores para que o atraso não demore 10 anos para ser revertido.”

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