Estudo estima que ações como reduzir poluição evitariam 11 mil mortes ao ano em SP

À CNN Rádio, Evelise Pereira Barboza, uma das responsáveis pela pesquisa, explicou que aumento das áreas verdes e redução da temperatura causam melhora na saúde da população

Poluição em São Paulo vista do Pico do Jaraguá
Poluição em São Paulo vista do Pico do Jaraguá TLMELO/Flickr

Bel CamposAmanda Garciada CNN

Em São Paulo

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Ações como reduzir a poluição do ar e sonora, aumentar áreas verdes e reduzir a temperatura, evitariam 11.372 mortes ao ano na cidade de São Paulo.

É isso que aponta um estudo conduzido pela doutoranda do Instituto Global de Saúde e da Universidade de Pompeu Fabra, na Espanha, Evelise Pereira Barboza.

As mais de 11 mil mortes equivalem a 17% do total de vítimas por causas naturais na população adulta do município, de acordo com dados do Sistema de Informações de Mortalidade.

Em entrevista à CNN Rádio, Evelise explicou que a combinação de alta poluição com poucos espaços verdes, como observada na capital paulista, afeta “diferentes órgãos do corpo e é relacionada a diferentes doenças, como câncer e problemas cardiorrespiratórios.”

“O aumento de áreas verdes, por exemplo, promove a melhora da imunidade biológica, evolução cognitiva e até a saúde mental. Já a temperatura está vinculada à mortalidade, especialmente em pessoas maiores de 60 anos”, completou.

Para chegar ao resultado final, o estudo utilizou-se do método de avaliação comparativa no que diz respeito ao impacto à saúde. “Comparamos a situação atual com um cenário hipotético, aliado a outros levantamentos, como os níveis de poluição recomendados pela Organização Mundial da Saúde.”

Evelise admite que, para reverter o quadro atual, há “políticas mais caras e outras mais baratas”: “Como promover a diminuição das fontes de emissão de poluentes, descentralização dos polos comerciais de trabalho, aumentar ciclovias – e a conectividade e segurança entre elas.”

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