Familiares de meninos sumidos na Baixada cobram análise de sangue em roupas

Meninos estão sumidos há 17 dias, quando saíram para brincar na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense

Nome dos meninos desaparecidos no Rio de Janeiro não constava no Cadastro Nacional
Nome dos meninos desaparecidos no Rio de Janeiro não constava no Cadastro Nacional Foto: Arquivo Pessoal/Reprodução

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Familiares dos meninos Lucas Matheus, de 8 anos, Alexandre da Silva, de 10, e Fernando Henrique, de 11, suspeitam que roupas infantis encontradas na casa de um suspeito possam ajudar a elucidar o paradeiro das crianças. Eles estão sumidos há 17 dias, quando saíram para brincar na comunidade do Castelar, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. 

Nesta quarta-feira (13), um dia depois de um homem ser torturado por traficantes por suspeita de envolvimento com o sumiço das crianças e de um protesto terminar com um ônibus incendiado na Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, familiares dos meninos se reuniram com a Defensoria Pública do Rio. 

 

De acordo com a Polícia Civil do Rio, o homem torturado foi preso por ter conteúdo pornográfico envolvendo crianças e adolescentes no celular e não há indício de que ele tenha participação nos desaparecimentos.  Foi aberta investigação para apurar o crime de tortura. 

No encontro, as mães das crianças declararam que mantém a esperança de encontrar os filhos com vida. 
A defensora Gislaine Kepe afirmou à CNN que solicitou cópia integral do inquérito. Ela disse, também, que os familiares já disseram à Polícia tudo o que sabiam sobre a rotina e a dinâmica do desaparecimento dos meninos.

“Queremos, ainda, que a Polícia informe se foram comunicados aos portos, aeroportos, Polícia Rodoviária, e companhias de transporte as informações sobre os meninos, que possam ajudar na identificação deles”, declarou ela, que protocolou um ofício solicitando as informações na tarde desta quarta.

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