Faturamento do varejo caiu 14% de 9 a 26 de março, aponta índice da Cielo

Segmento de bens não duráveis cresceu 24,8%, enquanto o de bens duráveis caiu 35,2% e o de serviços recuou 47%

Mulher usando máscara anda ao lado das lojas fechadas no centro do Rio de Janeiro durante pandemia do coronavírus
Mulher usando máscara anda ao lado das lojas fechadas no centro do Rio de Janeiro durante pandemia do coronavírus foto-ricardo-moraes-reuters-24-mar-2020

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O faturamento nominal do varejo nacional sofreu uma queda de 13,9% no período de 9 a 26 de março de 2020 versus 11 a 28 de março de 2019, de acordo com o Índice Cielo do Varejo Ampliado (ICVA), calculado pela empresa de meios de pagamentos.

O comércio, particularmente o de produtos não essenciais, está entre os setores mais afetados pela epidemia de um novo coronavírus no país, em meio a medidas de restrição de circulação de pessoas para combater a disseminação do vírus. O indicador costuma antecipar tendências mostradas em levantamentos realizados pelo IBGE.

O resultado da pesquisa divulgada pela Cielo nesta segunda-feira foi atenuado pelo segmento de bens não duráveis, que cresceu 24,8%, enquanto bens duráveis mostrou declínio de 35,2% e serviços registrou um recuo de 47% ano a ano.

Na comparação com fevereiro, o declínio em março até o último dia 26 representa uma queda de 15,8%, com aceleração nas quedas semanais (-3,8% na primeira semana, -5,3% na segunda semana e -14,5% na terceira).

Nos cinco dias até 26 março, as vendas registram um tombo de 52,7% frente aos cinco dias até 27 de fevereiro.

Assim como na comparação ano a ano, o setor de bens não duráveis também alivia a pressão, com alta de 6,3% mês a mês, enquanto bens duráveis mostram retração de 25,9% e serviços, de 39,5%.

Nos últimos cinco dias considerados pela pesquisa (22-26/03), porém, o faturamento de bens não duráveis recuou 17,2% na base mensal, enquanto os de bens duráveis e serviços despencaram 80,9% e 80,2%, respectivamente.

Por Paula Arend Laier

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