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    Filho de Suel, ex-bombeiro preso no caso Marielle, se entrega à PF por esquema de “gatonet”

    Na sexta-feira (4), a PF e o MPRJ já haviam deflagrado uma operação que mirava o serviço clandestino de TV por assinatura controlado por Suel

    A vereadora Marielle Franco em foto de abril de 2017
    A vereadora Marielle Franco em foto de abril de 2017 Renan Olaz/CMRJ

    Da CNN

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) confirmou que Maxwell Simões Corrêa Júnior se entregou à Polícia Federal (PF) por suspeita de envolvimento no esquema de “gatonet” de seu pai – o ex-bombeiro Maxwell Simões, conhecido como Suel e preso pela PF durante a investigação da morte de Marielle Franco.

    Na sexta-feira (4), a PF e o MPRJ já haviam deflagrado uma operação que mirava o serviço clandestino de TV por assinatura, ou “gatonet”, controlado por Suel. Sete mandados de busca e apreensão foram cumpridos na data. A CNN confirmou que a mulher de Suel também foi alvo de busca e apreensão, no Recreio, bairro na zona oeste do Rio de Janeiro.

    Segundo o MPRJ, o policial militar Sandro dos Santos Franco segue foragido nesta mesma operação.

    À CNN, o advogado de defesa de Maxwell Simões Corrêa Júnior, Felipe Souza, disse que não há “nada no processo que pudesse fomentar uma prisão preventiva”.

    Segundo Souza, Maxwell Júnior teve a prisão decretada pela lei de organização criminosa sem nada que atrele Maxwell ao cometimento de crimes. De acordo com ele, Maxwell Júnior recebeu a notícia de que haveria um mandado de prisão em seu nome pela imprensa, e fez questão de se apresentar à polícia para não seguir como foragido.

    Souza acrescentou que vai tentar a revogação da prisão preventiva.

    “Nós entendemos que essa prisão preventiva foi feita de maneira exagerada. Ele foi preso única e exclusivamente por ser filho do Suel, que está sendo investigado pela morte da Marielle. Indícios, fatos e provas dentro do processo e da investigação, de fato, não tem”, disse o advogado.

    Veja também: PF cumpre mandados contra ex-bombeiro Maxwell Simões e familiares

    No final de julho, a PF afirmou que Suel era o responsável por controlar a exploração do serviço clandestino na região de Rocha Miranda, na zona norte do Rio. A informação foi dada por Leandro Almada da Costa, superintendente regional da Polícia Federal, na entrevista coletiva da Operação Élpis, na qual Suel foi preso, no dia 25 de julho.

    “[Suel] já foi denunciado pelo Ministério Público por explorar gatonet. Esse ambiente criminoso permeia até a origem do próprio [Ronnie] Lessa. Existe a questão da história do crime, outros matadores, outros executores que atuam nesse contexto no Rio de Janeiro”, disse Almada.

    Ainda de acordo com as investigações, Suel teria um patrimônio incompatível com suas receitas. Entre as possíveis evidências encontradas, chamou a atenção dos investigadores o alto padrão da moradia do ex-bombeiro.

    Conforme mostrou a CNN, os investigadores apuram a movimentação de R$ 5,3 milhões nas contas de Suel e empresas ligadas a ele em três meses.

    Sobre essas movimentações, a defesa de Suel disse à CNN que não comentaria o caso.

    Prisão de Suel

    O ex-bombeiro Maxwell Simões Corrêa, conhecido como Suel, foi transferido ao Presídio Federal de Brasília na tarde do dia 25.

    Suel foi preso no dia anterior pela Polícia Federal (PF) suspeito de participação nos assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Ele estava na carceragem da PF no Rio de Janeiro antes de ser transferido.

    Maxwell já havia sido preso em junho de 2020 em uma operação que investigava o crime e cumpria prisão domiciliar. Ele teria ajudado a esconder armas de Ronnie Lessa, apontado como executor da vereadora e do motorista. Entre as armas, estaria a utilizada nos homicídios.

    Caso Marielle

    A investigação sobre o assassinato da vereadora avançou após as revelações feitas pelo ex-policial militar Élcio Queiroz em delação premiada, na qual ele detalhou os acontecimentos envolvendo a execução de Marielle.

    Entenda o que foi revelado sobre assassinatos de Marielle e Anderson após delação de Élcio Queiroz.

    *Publicado por Fernanda Pinotti, da CNN