Flávio Dino autoriza envio da Força Nacional para o Rio Grande do Norte

Ministro da Justiça e Segurança Pública atende pedido da governadora Fátima Bezerra

André Rigue, da CNN, São Paulo
Compartilhar matéria

O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, autorizou nesta terça-feira (14) o envio da Força Nacional para combater os ataques no Rio Grande do Norte, após pedido da governadora Fátima Bezerra.

Uma série de ocorrências – como ataques a tiros, além de incêndios em veículos, comércios e prédios públicos – foi registrada em cidades do estado durante a madrugada desta terça-feira (14).

"Atendendo à solicitação da Governadora Fátima, do Rio Grande do Norte, autorizei o envio da Força Nacional para colaborar com a ação das forças estaduais de segurança. Outras ações estão sendo providenciadas e posteriormente serão anunciadas", anunciou Dino.

Entre a madrugada e manhã de hoje, nove pessoas foram presas. Armas, drogas, dinheiro, motocicletas e artefatos explosivos foram apreendidos.

Em uma ocorrência, registrada na Zona Oeste de Natal, houve um confronto entre forças policiais e criminosos, deixando um homem morto. As informações foram confirmadas à CNN pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e da Defesa Social (SESED).

Segundo a secretaria, ações ostensivas em pontos estratégicos do estado serão ampliadas. O governo do Rio Grande do Norte informou ainda que o sistema de inteligência das instituições detectou a possibilidade da ocorrência destas ações. A partir disso, a Secretaria de Segurança Pública do estado ampliou o efetivo em áreas com potencial incidência de ações criminosas.

“Já intensificamos estratégias e ações integradas em todo o Rio Grande do Norte. Não haverá recuo por parte do Governo do Estado”, afirmou o coronel Francisco Araújo, titular da Sesed.

A secretaria destacou que não serão informados locais, quantidade ou tipos de ocorrências criminosas para preservar o trabalho de investigação.

Em entrevista à CNN nesta terça-feira, o secretário de Segurança Pública do RN, coronel Francisco Araújo, afirmou que, embora as investigações da Polícia Civil e Polícia Federal (PF) estejam em andamento, as autoridades acreditam que os ataques são “ações de reclamação de organizações criminosas pelo tratamento dentro dos presídios”.

(Com informações de Lucas Rocha e Carolina Figueiredo)