Foliões enfrentam proibição de blocos e vão às ruas no Rio de Janeiro

Cortejos menores têm sido divulgados pelas redes sociais; município alegou falta de tempo para organizar estrutura

Foliões contrariam decisão da prefeitura e vão às ruas, no Rio de Janeiro
Foliões contrariam decisão da prefeitura e vão às ruas, no Rio de Janeiro Lucas Neves/CNN Brasil

Beatriz Puenteda CNN

no Rio de Janeiro

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Marchinhas e centenas de pessoas fantasiadas. Mesmo em proporções menores que as habituais, quando chegam a reunir milhões de foliões, os blocos de rua têm se apresentado em bairros do Rio de Janeiro, apesar de proibição da prefeitura. A divulgação dos cortejos é feita nas redes sociais.

No segundo dia de feriado, o Centro do Rio já amanheceu, nesta sexta-feira (22), com foliões fantasiados em vários pontos. Nos grupos on-line, a programação ainda conta com pelo menos 40 blocos até domingo (24), com cortejo nas zonas Sul e Oeste. Para driblar eventuais repressões, alguns blocos usam estratégias como nomes diferentes e divulgação com pouca antecedência.

A Prefeitura do Rio proibiu os blocos de irem às ruas durante o feriado. Os grupos maiores, que precisam de uma estrutura de som e palco mais robusta, optaram por fazer apresentações em locais fechados.

Fora deste formato, os foliões que se aventurarem na clandestinidade terão que enfrentar a falta de infraestrutura, como a ausência da Guarda Municipal, a falta de banheiros químicos e de interdições de ruas, como explica o prefeito Eduardo Paes (PSD).

“O bloco dá muito trabalho, e eu não estou reclamando desse trabalho, mas o bloco exige uma logística dos órgãos públicos que é muito mais complexa do que a da Sapucaí. Os blocos estão pela cidade inteira. Então, é Guarda Municipal, é trânsito, é pensar no transtorno que causa para as pessoas, é você minimizar o impacto nas ruas da cidade. Enfim, é muito complexo para organizar direito. Então eu prefiro não correr nenhum risco”, explicou.

Em fevereiro, quando o carnaval seria realizado originalmente, também houve proibição da folia, em virtude do cenário epidemiológico apresentado pelos indicadores da Covid-19. Mesmo assim, alguns blocos circularam na cidade. No início do mês, 130 grupos assinaram um manifesto pedindo que a folia nas ruas fosse liberada pelo município, o que não aconteceu.

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