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    Funcionários esquecem a última sessão e clientes ficam presos em cinema no Rio

    Público ficou trancado no estabelecimento por cerca de 30 minutos até a chegada do resgate

    Fachada do cinema Estação Net Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro
    Fachada do cinema Estação Net Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro Grupo Estação/Divulgação

    Isabelle SalemeMaria Clara Alcântarada CNN

    Você já teve a sensação de estar dentro de um filme? No último sábado (27), um grupo de cerca de 40 pessoas passou por uma situação semelhante. Eles foram assistir ao filme “Os rejeitados” no cinema Estação Net, em Botafogo, na zona sul do Rio de Janeiro, e sentiram na pele a rejeição, uma vez que foram esquecidos pelos funcionários do estabelecimento.  

    Quando o filme acabou, as luzes da sala não se acenderam. Os espectadores, então, tiveram que sair no escuro mesmo. Quando conseguiram chegar ao saguão, viram que o cinema estava fechado, grades impediam a saída do estabelecimento e as luzes tinham sido apagadas. Alguns clientes registraram o caso, para lá de inusitado, nas redes sociais. 

    “23h40. Estamos todos aqui no cinema Estação Net, Botafogo. Estamos presos aqui. Viemos assistir “Os rejeitados” e simplesmente os funcionários foram embora e trancaram todos que estavam assistindo “Os rejeitados” no cinema. Tem um grupo aqui dentro, preso, nesse cinema. Isso é absurdo. Isso é absolutamente absurdo. Estamos trancados, chamando a Polícia, os Bombeiros, porque o Grupo Estação Net trancou todos dentro do cinema. E a gente não consegue sair”, contou o professor de geografia Marcelo Alonso, pelas redes sociais.  

    Assustados, os clientes do cinema contaram, ainda, que acionaram os Bombeiros e a Polícia Militar. Nos registros feitos por eles, dá para ver que alguns também pediram ajuda para quem passava pela Rua Voluntários da Pátria, uma das mais conhecidas do bairro.  

    Um funcionário do outro cinema do grupo, que fica na mesma rua, passava pela calçada e chamou colegas de trabalho. Eles, então, foram até o local libertar o público preso, após cerca de 30 minutos de espera.

    Quando a Polícia Militar chegou, os funcionários do estabelecimento já haviam retirado os clientes do local. A ocorrência não chegou a ser registrada. Também acionados, os Bombeiros foram avisados, antes de saírem para o resgate, que a situação tinha sido resolvida.  

    A CNN entrou em contato com o grupo de cinemas, que informou que tenta apurar o que levou a gerente a cometer esse erro. Ela foi suspensa por cinco dias.

    “Em 40 anos de existência do grupo, que tem três cinemas, e 13 salas, isso nunca aconteceu. Nos protocolos para fechamento do estabelecimento existe a orientação para que o funcionário faça uma ronda em todo o local, inclusive banheiros, antes de apagar as luzes. A gerente admitiu que não fez isso. A gente sabe que não foi por mal, mas temos que entender tudo que aconteceu”, explicou a diretora executiva, Adriana Rattes. 

    Além disso, a direção do cinema estuda como “melhorar os procedimentos” e está entrando em contato com todos os clientes que estavam na sessão para se desculpar e oferecer, como forma de compensação, um convite cortesia, com direito a acompanhante.

    “Temos que explicar, pedir desculpas, já que foi muito desagradável e grave”, concluiu Rattes. 

    O Sindicato dos Exibidores do Estado do Rio de Janeiro preferiu não se pronunciar.  

    Sobre o filme

    Apesar da coincidência entre a situação e o nome do filme, a obra, de 2024, trata de um grupo de estudantes de um prestigiado internato que fica para trás quando os alunos são liberados para passar férias com famílias e amigos. Um dos professores, vivido por Paul Giamatti, fica, contra a vontade, responsável por cuidar dos estudantes que precisam ficar no colégio no feriado. Durante a tarefa, ele precisa lidar especificamente com um adolescente rebelde que está lidando de sua própria forma com a morte do pai. Durante esse período, no entanto, os dois acabam descobrindo mais sobre a vida com a ajuda da cozinheira-chefe da escola.