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    Governador do RJ defende operação: “Armas apreendidas já demonstram a necessidade”

    Claudio Castro defendeu ação na Vila Cruzeiro que deixou 23 mortos

    Uma operação policial realizada na Vila Cruzeiro, na Penha, na zona norte do Rio de Janeiro
    Uma operação policial realizada na Vila Cruzeiro, na Penha, na zona norte do Rio de Janeiro JOSE LUCENA/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO

    Nathallia FonsecaCamille CoutoLéo Lopesda CNN

    O governador do Rio de Janeiro, Claudio Castro, falou nesta segunda-feira (30) sobre a operação conjunta que deixou 23 mortos na Vila Cruzeiro, Zona Norte da capital, na terça-feira (24).

    Durante cerimônia que marcou o início do uso de câmeras nos uniformes na Polícia Militar, o pré-candidato à reeleição defendeu que “somente as armas apreendidas já demonstram a necessidade que se tinha de fazer aquela operação, que visava prender os líderes da facção criminosa mais perigosa do Rio de Janeiro”.

    “É preciso saber diferenciar morador honesto, morador trabalhador, desses que andam fortemente armados”, disse. “Eu não consigo entender o que moradores estão fazendo em um bonde com metralhadoras e granadas às 4h30 da manhã”. Castro, porém, reforçou lamentar todas as mortes.

    A operação na Vila Cruzeiro foi uma ação conjunta entre a Polícia Militar (PM), o Batalhão de Operações Especiais (BOPE), a Polícia Federal (PF) e a Polícia Rodoviária Federal (PRF).

    O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) e o Ministério Público Federal (MPF) instauraram Procedimento Investigatório Criminal para apurar as mortes. O comando do Bope deve enviar explicações sobre a operação no prazo de dez dias.

    Além disso, foi requisitado ao Departamento-Geral de Homicídios e Proteção à Pessoa, da Polícia Civil, que sejam enviadas ao MP informações sobre os inquéritos policiais instaurados.

    O Ministério Público também encaminhou ofício à Delegacia de Homicídios (DH), recomendando que todas as armas dos policiais militares envolvidos na ação sejam apreendidas e enviadas para exame pericial, inclusive com a comparação dos projéteis que venham a ser retirados das vítimas.

    Os pedidos foram feitos no âmbito do Procedimento Investigatório Criminal (PIC) instaurado pelo MP para apurar as circunstâncias das mortes.