PMs entregam armas e admitem tiroteios em área onde dez morreram no Rio

Polícia Civil investiga também as circunstâncias das mortes das outras 13 vítimas na ação que terminou com 23 pessoas mortas na terça (24)

Movimentação de policiais após ação que deixou 23 pessoas mortas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro
Movimentação de policiais após ação que deixou 23 pessoas mortas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio de Janeiro José Lucena/The News 2/Estadão Conteúdo

Do Estadão Conteúdo

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Passados três dias da operação policial que deixou 23 pessoas mortas na Vila Cruzeiro, na zona norte do Rio, até esta sexta-feira (27) nove policiais militares e três policiais rodoviários federais já haviam prestado depoimento à Delegacia de Homicídios (DH) do Rio de Janeiro.

Eles entregaram suas armas –12 fuzis– e admitiram a participação em tiroteios na localidade conhecida como Vacaria, numa região de mata onde dez pessoas foram mortas. A DH vai investigar se algum dos policiais matou alguém que já havia se rendido ou estava sem condições de reagir, o que configuraria crime.

Outros policiais ainda devem depor, e a Polícia Civil investiga também as circunstâncias das mortes das outras 13 vítimas. Segundo a Polícia Militar, só uma das vítimas era inocente –a cabeleireira Gabriella Ferreira da Cunha, de 41 anos, foi atingida por uma bala perdida dentro da própria casa, na favela da Chatuba, vizinha à Vila Cruzeiro.

Na quinta-feira (26), o jornal “O Estado de S. Paulo” informou que 11 das 23 vítimas não tinham processos judiciais criminais contra si, segundo pesquisa feita nos sites do Poder Judiciário estadual. Dos 12 que respondiam ou já responderam a processos desse tipo, encerrados ou ainda em curso, nove eram acusados de cometer crimes no Estado do Rio de Janeiro, dois respondiam a processos criminais no Pará e um no Amazonas.

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