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    Governo confirma cinco mortes após rebelião em presídio do Acre

    Servidores da polícia técnica e judiciária já estão no local, dando início aos trabalhos de identificação dos corpos; Polícia Civil vai ouvir os depoimentos de agentes penais e presos.

    Departamento Penitenciário Nacional (Depen)
    Departamento Penitenciário Nacional (Depen) Foto: Arquivo/ Agência Brasil

    Alex Rodriguesda Agência Brasil

    A Secretaria da Justiça e Segurança Pública do Acre informou que ao menos cinco presos foram mortos durante uma rebelião no presídio de segurança máxima Antônio Amaro Alves, em Rio Branco. Segundo a pasta, o motim chegou ao fim nesta quinta-feira (27), cerca de 24 horas após um grupo de detentos se rebelar.

    Um policial penal feito refém durante o tumulto foi liberado pouco antes de os presos entregarem as armas que tinham em seu poder e negociarem a entrada das forças de segurança no presídio estadual. O agente foi encaminhado a um pronto-socorro de Rio Branco.

    Servidores da polícia técnica e judiciária já estão no local, dando início aos trabalhos de identificação dos corpos. A Polícia Civil vai ouvir os depoimentos de agentes penais e presos.

    Segundo o governo estadual, 26 presos deflagram a rebelião no momento em que policiais penais inspecionavam um dos pavilhões do presídio. O motim se espalhou e outros presos se rebelaram.

    “Acredito que tenha sido uma tentativa de fuga. [Os presos] tiveram acesso a algumas armas e tentaram fugir”, informou o coronel Paulo Cézar Gomes da Silva, em entrevista à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), pouco antes do fim do motim.

    O militar também destacou que, até o momento da entrevista, a informação de que os presos acessaram o depósito de armas usadas pelos policiais penais ainda não tinha sido confirmada. Além disso, segundo o governo estadual, os presos assassinados foram vítimas de outros detentos.

    “Ainda não temos informações sobre a quantidade de armas e munições [em posse dos presos rebelados]. Tudo é suposição.”

    Ainda segundo o coronel, além do policial penal feito refém e liberado hoje, outro agente foi ferido logo no início da rebelião. Atingido por um tiro de raspão no olho, ele foi atendido em um pronto-socorro e liberado logo em seguida.

    No fim da tarde de quarta-feira (26), a Secretaria Nacional de Políticas Penais (Senappen), do Ministério da Justiça, informou que enviaria ao estado uma equipe de 40 homens da força-tarefa da secretaria para reforçar a operação estadual de retomada do controle do presídio.

    “A Senappen reitera seu compromisso em cooperar com os estados em situações emergenciais e se solidariza com o governo do Acre nesse momento delicado. As ações de apoio da Força Tarefa visam contribuir para o restabelecimento da normalidade no presídio e para a manutenção da segurança pública na região”, informou o órgão.

    A nota federal foi divulgada pouco após o governador do Acre, Gladson Cameli, mencionar, em sua página pessoal nas mídias sociais, que entrou em contato com o ministro da Justiça, Flávio Dino, a quem pediu apoio federal.

    “Recebi dele [ministro], a garantia de total apoio das forças de segurança do governo federal neste momento de crise. O governo do Acre está atento e agiu para garantir uma rápida solução. Agradeço ao ministro e ao governo federal pela disponibilidade em nos atender com rapidez e prontidão”, escreveu Cameli.

    Em nota, o governo do Acre informou que uma equipe de Políticas Penitenciárias do governo federal deve chegar ao estado ainda nesta quinta-feira para avaliar o cenário e fazer as adequações necessárias para evitar desdobramentos da rebelião.