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    Governo dos Emirados Árabes autoriza extradição de Thiago Brennand; PF deve viajar ao país

    Acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça, empresário foi considerado foragido pela Polícia Civil e está há mais de 6 meses no país asiático

    Da CNN

    A embaixada do Brasil em Abu Dhabi recebeu do Ministério da Justiça dos Emirados Árabes Unidos a formalização da decisão judicial que autoriza a extradição de Thiago Brennand, acusado de estupro, agressão, cárcere privado e ameaça.

    O pedido de extradição do empresário, que cumpria medidas cautelares no país asiático até domingo (16), foi aprovado no sábado (15).

    Segundo os advogados criminalistas André Leonardo Prado Coura e Antônio Silvério Neto, assim que Brennand chegar em território brasileiro, ele será levado para fazer um exame de corpo de delito, para atestar sua integridade física.

    A partir daí, ele deve ser conduzido a uma delegacia de polícia, onde serão cumpridos os mandados de prisão preventivas que estão expedidos e abertos em território brasileiro.

    Feito isso, Brennand deve ser encaminhado a um centro de detenção provisória, para ficar a disposição da justiça, conforme a determinação de cada um dos processos.

    Considerado foragido pela Polícia Civil, Brennand saiu do Brasil e está há mais de 6 meses nos Emirados Árabes, com processo de extradição que seguia em andamento.

    Em nota, o Itamaraty informou que o processo de extradição é conduzido pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública de São Paulo, autoridade central para a cooperação jurídica internacional.

    Relembre o Caso

    Em 2022, veio à tona um vídeo do empresário agredindo a modelo Helena Gomes, dentro de uma academia em um shopping center, em São Paulo. Depois de formalizada a denúncia, pelo menos outras onze mulheres procuraram o Ministério Público de SP, informando sobre outras agressões.

    O empresário se recusou a entregar o passaporte e, em setembro de 2022, teve a prisão decretada. Logo que os primeiros mandados foram emitidos, Brennand embarcou para os Emirados Árabes, onde chegou a ser preso pela Polícia Federal em Abu Dhabi. Ele pagou fiança e foi liberado no dia seguinte.

    Em março deste ano, uma nova prisão preventiva foi decretada pela justiça. Neste mês, a defesa do empresário pediu a revogação dos mandados de prisão, permitindo assim que ele pudesse voltar ao Brasil.

    Recentemente, o nome dele voltou a figurar em uma das listas da Interpol, o que facilitou a nova prisão. Até então, o empresário era considerado foragido pela Polícia Civil, uma vez que saiu do país e está há mais de 6 meses nos Emirados Árabes, com processo de extradição que seguia em andamento.

    “Acho que ele tem que pagar”, diz Lula

    O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi questionado, em entrevista à imprensa em Abu Dhabi, sobre a extradição de Thiago Brennand.

    Durante viagem ao país, Lula afirmou que o assunto não foi abordado oficialmente com o xeique Mohammed bin Zayed al-Nahyan, presidente dos Emirados Árabes Unidos, mas que o empresário merece ser punido e “tem que pagar” pelo que fez.


    “Eu fiquei sabendo que os Emirados Árabes vão fazer a extradição. Quando ela vai acontecer é uma questão da Justiça e da polícia. A única coisa que eu sei é que se no mundo existir um milhão de cidadãos como este, todos merecem ser punidos. Porque não é humanamente aceitável que um brutamonte desses seja agressor de mulheres. Acho que ele tem que pagar”, afirmou Lula.

    Armas apreendidas em Atibaia

    Em março, a Polícia Civil de São Paulo apreendeu 70 armas de fogo que pertenciam a Thiago Brennand, durante uma operação feita por agentes do 15º DP, em Atibaia, no interior do Estado.

    Segundo a Secretaria de Segurança Pública, o armamento era ilegal, uma vez que o Exército suspendeu em setembro o certificado de registro do empresário de 42 anos.

    (Publicado por Gustavo Zanfer, com informações de Carolina Figueiredo, Gabriel Ferneda, Fernanda Pinotti, Leonardo Ribbeiro, Lucas Rocha, Douglas Porto, Isabelle Saleme, Giovanna Bronze e Bruno Laforé)