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    Guaíba deve se manter acima da cota de inundação até o final do mês, diz UFRGS

    A estimativa considera a possibilidade de novas chuvas no estado

    Área onde fica a Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS), foi tomada pelas águas do Guaíba
    Área onde fica a Usina do Gasômetro, em Porto Alegre (RS), foi tomada pelas águas do Guaíba Miguel Noronha/Enquadrar/Estadão Conteúdo - 3.mai.2024

    Julia Fariasda CNN*

    Um levantamento do Instituto de Pesquisas Hidráulicas da UFRGS, divulgado nesta quinta-feira (16), estimou que os cenários das previsões de chuva no Rio Grande do Sul indicam que os níveis do Lago Guaíba devem se manter acima da cota de inundação de 3 metros até o final do mês pelo menos.

    A estimativa considera a possibilidade de novas chuvas no estado.

    Assim, de acordo com o Instituto, as enchentes duradouras podem provocar uma redução lenta dos níveis abaixo dos 5 metros, que devem permanecer acima dos 4 metros até o início da semana que vem, mas o nível elevado da água pode ser prolongado a depender do volume das próximas chuvas.

    Nesta última quinta-feira (16), o nível do Lago Guaíba, em Porto Alegre, ficou abaixo dos 5 metros pela primeira vez em dois dias e chegou a registrar 4,98 metros. Desde a última segunda-feira (13), o rio que corta a capital gaúcha vinha registrando níveis superiores aos 5 metros.

    O nível mais alto registrado no Guaíba em toda a história foi alcançado nos dias 5 e 6 de maio deste ano, quando o rio atingiu 5,33 metros. Até então, o recorde era o da histórica enchente de 1941: entre 4,75 e 4,76 metros. Para efeito de comparação, a cota de alerta do Guaíba é de 2,5 metros, enquanto a de inundação é de 3 metros.

    De acordo com os especialistas da universidade, a principal preocupação no momento é como será a descida e duração em níveis mais elevados, em função de possíveis chuvas e efeito do vento.

    A partir dos cenários analisados pelo Instituto, ao considerar determinadas incertezas que influenciam o cenário das chuvas no estado gaúcho, os pesquisadores afirmaram que é recomendada uma atenção especial à população afetada.

    Além disso, deve haver a realização de ações imediatas com o objetivo de restabelecer infraestruturas e fazer a manutenção de serviços essenciais, como o de saneamento básico.

    *Sob supervisão de Bruno Laforé