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    Ilhabela desobriga máscara em locais abertos e cria passaporte da vacina

    Cidade é a primeira no Estado a flexibilizar por decreto o uso do protetor facial em SP

    Máscara N95, ou PFF2 na especificação brasileira, é a mais eficaz para proteger do coronavírus
    Máscara N95, ou PFF2 na especificação brasileira, é a mais eficaz para proteger do coronavírus Jonathan J. Castellon/Unsplash

    José Maria Tomazela, do Estadão Conteúdo

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    A partir deste sábado (20) moradores e turistas estão desobrigados de usar máscara nas ruas, praias, parques e em outros lugares abertos de Ilhabela, no litoral norte de São Paulo. A cidade é a primeira no estado a flexibilizar por decreto o uso do protetor facial, importante proteção contra a Covid-19, adotada desde o início da pandemia.

    O decreto, assinado nesta sexta-feira (19) pelo prefeito Toninho Colucci (PL), também cria o passaporte da vacina. Apesar do decreto municipal, o governo do Estado reforça que o uso da máscara continua obrigatório, com previsão de multa para quem não usar a proteção facial.

    A apresentação do comprovante de vacinação com pelo menos duas doses será obrigatória em Ilhabela para entrar em repartições públicas, meios de transporte, escolas, hospitais, estabelecimentos comerciais, incluindo bares, restaurantes, hotéis e pousadas. Quem não respeitar pode ser multado.

    Em todo o Estado de São Paulo, o uso da máscara ainda é obrigatório, inclusive em locais abertos. A infração à norma é passível de multas que vão de R$ 552,71, no caso de pessoas sem o protetor, até R$ 5.294,38, quando o estabelecimento comercial ou empresa não exige o uso.

    O prefeito alegou o alto índice de vacinação, acima de 92% com a primeira dose, 84% com imunização completa, e a queda no número de casos de Covid-19 para justificar a abolição da máscara.

    “As pessoas na rua já não usam a máscara com a mesma frequência. Estamos entre as cidades que mais vacinaram no Estado de São Paulo e somos a que menos registrou morte per capita pela doença no Brasil. O último óbito foi em setembro”, disse. Segundo ele, em eventos com aglomeração, como festas de casamento, mesmo que ao ar livre, a obrigação da máscara continua valendo.

    Restrições para turistas não vacinados

    Colucci disse que não vai impedir que turistas não vacinados façam uso da balsa de acesso e adentrem a ilha, mas eles não poderão usar a rede hoteleira, nem frequentar restaurantes, bares, supermercados, clubes e outros ambientes fechados.

    “É um convite para que venham a Ilhabela, mas venham vacinados. Quem vem para pegar praia ou curtir a ilha não pode colocar em risco outras famílias que tomaram a vacina”, disse. Ele lembra que, ao saírem de casa, as pessoas devem levar a máscara consigo, caso pretendam ingressar em locais de frequência pública. “Se vai passar no mercado, na igreja ou na farmácia, só entra com máscara”, alertou.

    Ao mesmo tempo, a prefeitura criou um serviço móvel de vacinação contra a Covid-19 que o prefeito apelidou de “pega-fujão”, pois é dirigido às pessoas que deixaram de completar a imunização. As equipes de saúde percorrem os bairros com maiores índices de não vacinados para aplicar a primeira, segunda ou terceira dose para os faltantes.

    A exigência do passaporte, segundo ele, é uma forma de obrigar que todos se vacinem. “Quem é contra a vacina, que fique em casa”, disse.

    O secretário estadual de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, que faz parte do comitê de enfrentamento à Covid-19, disse que o uso da máscara continua obrigatório em todo o Estado, inclusive em Ilhabela.

    “Não mudou nada, a regra sanitária estadual continua valendo e prevalece, não sendo permitido abolir o uso da máscara enquanto a norma estiver em vigor.” Segundo ele, as pessoas que forem encontradas sem máscara mesmo em locais abertos podem ser multadas pela Vigilância Sanitária estadual.

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