Inauguração de loja da Havan provoca aglomeração em Belém, no Pará
Luciano Hang, dono da marca, estava presente no local com seus filhos. Eles comemoravam a abertura da filial 150 da rede

A abertura de uma nova loja da varejista Havan, em Belém, no Pará, provocou aglomeração neste sábado (10). Imagens que circulam na internet mostram muitas pessoas, parte delas sem máscara, espremidas no interior do estabelecimento.
No vídeo que circula é possível ver diversas pessoas amontoadas ao entrar no local, muitas delas sem a máscara de proteção contra a Covid-19. Do lado de fora, trânsito de veículos. O anúncio da inauguração da loja, no entanto, informava que aglomerações seriam evitadas devido a pandemia enfrentada no país.
Luciano Hang, dono da marca, estava presente no local com seus filhos. Eles comemoravam a abertura da filial 150 da rede.
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"A Prefeitura de Belém informa que esse é um evento privado e, a responsabilidade quanto a contenção e distanciamento das pessoas é de responsabilidade dos administradores. A Prefeitura ressalta que todos devem cumprir o Decreto n° 95.955/2020 que autoriza a aplicação de multas e advertências no caso de descumprimento", afirmou o município.
A Secretaria de Estado de Saúde Pública enviou ao local uma equipe da Vigilância Sanitária. O estabelecimento foi notificado pelo não cumprimento das regras de distanciamento social previstas pela Organização Mundial de Saúde (OMS).
Procurada pela CNN, a Havan disse que não irá se pronunciar. A Polícia Militar disse que vai investigar a ocorrência. Até esta sexta-feira (09), o Estado do Pará registra 237.925 casos confirmados e 6.645 mortes. Somente na capital, há 38.533 infectados e 2.200 óbitos.
A Polícia Civil do Pará esclarece que o representante do estabelecimento será intimado para prestar esclarecimentos e autuado por crime Contra a Saúde Pública, de acordo com o artigo 268 do Código Penal Brasileiro, cuja pena varia entre 01 mês e 01 ano de detenção, além de multa.
IPO frustrado
Pouco mais de um mês após protocolar um pedido de oferta pública inicial de ações, IPO, a rede varejista Havan mudou de planos e decidiu adiar a estreia na B3. As informações são do jornal "O Valor Econômico".
Segundo o jornal, a varejista fundada pelo polêmico empresário Luciano Hang esperava ser avaliada em, no mínimo, R$ 100 bilhões. O objetivo era se tornar a segunda maior rede do país, atrás apenas do Magazine Luiza, que tem valor de mercado estimado em R$ 150 bilhões na B3.
A Havan, por outro lado, teve avaliação próximo de R$ 70 bilhões, o que jogou um balde de água fria em Hang e suspendeu os planos da companhia de estrear na B3.
Além do valor abaixo do desejado pelo empresário, interlocutores da operação avaliam que alta volatilidade vivenciada pelo mercado nas últimas semanas deixariam ainda mais difícil o cenário apra Havan conquistar o tão sonhado R$ 100 bilhões. Agora, o conselho é esperar.