Independentemente de protocolos, não é seguro fazer Carnaval, diz infectologista

À CNN Rádio, Raquel Muarrek reforçou que a variante Ômicron é muito mais transmissível do que outras cepas do coronavírus

Carnaval de rua de São Paulo.
Carnaval de rua de São Paulo. Foto: Prefeitura de São Paulo/Divulgação

Amanda GarciaCamila Olivoda CNN

em São Paulo

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Em entrevista à CNN Rádio, a infectologista do São Luiz e da Medicina Interna Personalizada, Raquel Muarrek, disse que não é seguro realizar qualquer tipo de comemoração de Carnaval neste momento da pandemia.

“Independentemente das medidas e protocolos sanitários adotados, diante da alta transmissão da Ômicron, não seria seguro o Carnaval, é muito discutível fazer uma coisa desse porte”, defendeu.

Segundo ela, a fase atual é de aumento de casos e de estafa do sistema de saúde, com escalada da taxa de ocupação de leitos e muitos profissionais afastados.

Embora Raquel concorde que a variante dominante da Covid-19 aparentemente tenha menos casos graves, em especial em vacinados, ela destaca que é natural que haja pressão no sistema de saúde. “A amostragem de pessoas é maior, já que há maior quantidade total de casos devido à alta transmissibilidade.”

Sobre os autotestes de Covid-19, a infectologista avalia que eles seriam importantes especialmente para o isolamento precoce de casos positivados ou mesmo para retorno de profissionais que testem negativo após contraírem o vírus ao trabalho.

Na quarta-feira, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pediu esclarecimentos ao Ministério da Saúde, a respeito da política pública por traz da estratégia desta modalidade de testagem, e não aprovou o uso de autotestes de Covid-19 no Brasil até que haja resposta.

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