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    Indígenas da comunidade LGBTQ sofrem “duplo preconceito”, afirma ativista

    À CNN Rádio, Danilo Tupinikim, que é um dos fundadores do coletivo Tibira, reforçou a importância da discussão de gênero e sexualidade dentro das comunidades indígenas

    Amanda Garciada CNNLetícia VidicaLetícia Brito

    “O imaginário das pessoas não acredita que existam indígenas que são LGBTQ”. É o que afirma o indígena, homem gay e um dos fundadores do coletivo Tibira, Danilo Tupinikim.

    Em entrevista à CNN Rádio, no CNN no Plural, ele afirmou que há “duplo preconceito” com esta parcela da comunidade, que sofre com racismo e LGBTfobia.

    “É sempre importante pensar no quanto a colonização afetou os povos indígenas, e com questões de gênero e sexualidade não foi diferente”, disse.

    O ativista lembrou que um dos primeiros casos de homofobia foi registrado no Maranhão, em 1614, quando houve um assassinato de um indígena tupinambá “para servir de exemplo” do que não era permitido à época.

    Danilo conta que só teve acesso a debates sobre sexualidade quanto se mudou para Brasília: “Dentro das comunidades é difícil, a gente não vê essas discussões e, não entendendo, não se discute e acaba invisibilizando essa população.”

    No entanto, o ativista comemorou a atuação do coletivo Tibira, que conta com integrantes de diferentes etnias e regiões: “A ideia foi justamente trazer visibilidade sobre uma pauta marginalizada.”

    “A gente escuta ‘existe índio gay?’ e é fundamental tirar esse pensamento preconceituoso e colonial da cabeça das pessoas”, completou.

    Segundo ele, o grupo traz essas discussões para dentro do movimento, “o que é um marco histórico.”

    Ao mesmo tempo, Danilo Tupinikim lembra que são mais de 300 povos indígenas, com diferentes entendimentos sobre sexualidade, o que evidencia ainda mais a necessidade de debate.