Instituto do Câncer determina retorno de profissionais para o combate à pandemia

Fontes de dentro do Inca acreditam que o retorno presencial representa um grande risco aos funcionários e aos pacientes em tratamento contra o câncer

Lucas Janone,
Leito do Inca (Instituto Nacional do Câncer) no Rio de Janeiro
Leito do Instituto Nacional do Câncer (Inca) no Rio de Janeiro  • Foto: Tânia Rêgo - 01.out.2018 / Agência Brasil
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A superintendência do Ministério da Saúde no Rio de Janeiro determinou a volta presencial ao trabalho de todos os funcionários do Instituto Nacional de Câncer (Inca). A decisão inclui também os servidores com comorbidades e com mais de 60 anos de idade. 

À CNN, fontes de dentro do Inca acreditam que o retorno presencial representa um grande risco aos funcionários e aos pacientes em tratamento contra o câncer, por pertencerem ao grupo de risco.

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De acordo com o documento do Ministério da Saúde, a testagem contra a Covid-19 nos servidores será realizada apenas para os que apresentarem sintomas da doença. Caso o resultado do teste seja negativo, o retorno ao trabalho é imediato.  

A Associação dos Funcionários do Instituto Nacional de Câncer (Afinca) condenou o retorno e oficiou na justiça um pedido para que a decisão seja revertida e o trabalho remoto, retomado. 

Em nota, o Inca esclareceu que segue as normas do Ministério da Saúde e, por falta de amparo legal, determinou a volta dos funcionários. “As medidas de proteção adotadas desde o início da pandemia continuam em vigor."

O instituto afirmou que todos os profissionais em atividades nos serviços públicos essenciais não têm mais a possibilidade de flexibilização da organização do trabalho (trabalho remoto e afastamento administrativo). 

Diante disso, por falta de amparo legal e em atenção às determinações superiores, o Inca determinou que todos os profissionais retornem às atividades presenciais. 

As medidas de proteção adotadas pelo instituto desde o início da pandemia continuam: uso de máscaras, disponibilização de álcool em gel para todos os servidores, organização dos funcionários respeitando o distanciamento de ao menos 1 metro e remanejamento dos servidores do grupo de risco para setores em que não estejam sendo tratados pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19.

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