Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Juíza de SC que gritou com testemunha pede afastamento por saúde mental

    Caso aconteceu durante audiência trabalhista no mês de novembro; magistrada chamou o advogado de “bocudo”

    A juíza Kismara Brustolin é investigada por repreender aos gritos uma testemunha e chamar o homem de "bocudo" durante audiência
    A juíza Kismara Brustolin é investigada por repreender aos gritos uma testemunha e chamar o homem de "bocudo" durante audiência Reprodução/Facebook

    Maria Clara Alcântarada CNN*

    A juíza Kismara Brustolin, investigada por repreender aos gritos uma testemunha e chamar o homem de “bocudo” durante audiência no Tribunal Regional do Trabalho da 12ª Região, pediu afastamento do cargo nesta quarta-feira (29).

    À CNN, o juiz Elton Sales, presidente da Anamatra 12 – Associação dos Magistrados da Justiça do trabalho de Santa Catarina, confirmou que a magistrada foi afastada por motivos de saúde mental.

    Um procedimento apuratório de irregularidades foi instaurado pela Corregedoria Regional para averiguar os fatos. O órgão ficará responsável por constatar se o eventual transtorno mental foi o motivador da conduta da juíza.

    Segundo o Tribunal Regional do Trabalho (TRT), a Presidência e a Corregedoria Regional decidiram pela imediata suspensão da realização de audiências pela magistrada. Kismara Brustolin não irá se manifestar sobre o ocorrido.

     

     

    Relembre o caso

    Durante uma audiência trabalhista, a juíza Kismara Brustolin, aos gritos, repreendeu um advogado que a chamou de doutora atestando que ele teria que responder com “o que a senhora deseja, excelência?”.

    Em certo momento da audiência a magistrada interrompe o homem, o chamando de “bocudo”.

    O caso foi gravado e divulgado no começo desta semana.

    Em nota, a OAB afirmou que a juíza substituta Kismara Brustolin apresentou atitudes e comportamentos agressivos para com os advogados, partes e testemunhas e solicitou providências urgentes para apurar o ocorrido.

    O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) também irá apurar a conduta da magistrada.

    *Sob supervisão de Bruno Laforé