Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    Júri de policial penal que matou tesoureiro do PT será nesta quinta-feira no Paraná

    Bolsonarista Jorge Guaranho matou o petista Marcelo Arruda em julho de 2022; caso ocorreu em Foz do Iguaçu (PR)

    O motorista, Jorge José da Rocha Guaranho, atirou contra Marcelo Arruda
    O motorista, Jorge José da Rocha Guaranho, atirou contra Marcelo Arruda Reprodução

    Rafael Villarroelda CNN*

    O júri popular do policial penal Jorge Guaranho, que é acusado de matar o guarda municipal Marcelo Arruda, será na próxima quinta-feira (4) no Tribunal do Júri de Foz do Iguaçu, conforme decidido pela Justiça do Paraná. O julgamento, que estava previsto para 7 de dezembro do ano passado, acabou sendo adiado.

    À época do crime, que ocorreu durante a festa de 50 anos de Arruda, que tinha o tema do PT, Guaranho, que é apoiador do ex-presidente Jair Bolsonaro, invadiu a comemoração e trocou tiros com ele.

    Segundo relatos, Guaranho teria se irritado com o tema da festa.

    Aos gritos de “Bolsonaro” e “mito” o homem ameaçou os presentes e saiu.

    Logo depois, ao reencontrar Arruda, atirou no aniversariante, que também estava armado, e reagiu — mas acabou não resistindo.

    Guaranho está preso e é réu por homicídio duplamente qualificado, com agravante de motivo fútil e perigo comum. No último dia 19, a defesa dele deixou o caso alegando “inadimplemento contratual”.

    Agente federal no presídio de Catanduvas, Guaranho também foi demitido no último dia 19 por três infrações disciplinares, como o uso da arma em atividade particular, pela prática de ato de improbidade administrativa e pela incontinência pública.

    Agente penitenciário federal Jorge José da Rocha Guaranho, investigado pelo assassinato do guarda municipal e membro do Partido dos Trabalhadores (PT) Marcelo Aloizio de Arruda / Reprodução/Facebook

    O ministro da Justiça e Segurança Pública, Ricardo Lewandowski, também classificou a conduta do acusado como “violenta e ofensiva”.

    Na decisão, o ministro entendeu que a conduta de Guaranho é incompatível com a moralidade administrativa, além de ser uma afronta grave aos valores institucionais da atividade policial.

    *Sob supervisão de André Rigue

    Tópicos

    Tópicos