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    Líder de facção da Bahia será transferido para presídio de segurança máxima

    Pablo Ribeiro de Moura é suspeito de ordenar ação que matou policial federal

    Crédito: Divulgação/ SSP-BA

    Camila Tíssiada CNN

    Salvador

    Pablo Ribeiro de Moura, conhecido como “Amarelo”, será transferido para um presídio de segurança máxima. O pedido foi feito pela Polícia Federal durante a operação “Temporal”, que acontece nesta quarta-feira (29), contra a organização criminosa suspeita de envolvimento na morte do policial federal Lucas Caribé, em Salvador, em setembro deste ano.

    De acordo com informações da Polícia Federal da Bahia, em entrevista à CNN, Pablo Ribeiro está preso desde o dia 13 de julho de 2022 e, de dentro da prisão, ordenou o ataque no bairro de Valéria que resultou na morte do servidor federal.

    “Há indícios fortes que a ordem para atacar o bairro, que tinha uma facção rival a eles, partiu de dentro dessa unidade prisional, desses presos que foram alvos dessas medidas. Alguns outros são vinculados à essa mesma facção e participaram direta ou indiretamente dos fatos”, afirmou o delegado da PF Marcelo Siqueira.

     

    No dia 15 de setembro, a organização criminosa liderada por “Amarelo” planejava invadir o território de grupo  rival, mas uma operação das forças de segurança estadual e federal foi realizada no bairro.

    Cerca de 50 homens fortemente armados se depararam com os policiais e iniciaram o confronto que resultou na morte de Lucas Caribé e de mais quatro homens investigados por cometer crimes. Até o dia 3 de outubro, ao menos 16 suspeitos de participação no crime já tinham morrido em confrontos com forças de segurança.

    Pablo Ribeiro de Moura, conhecido como “Amarelo”, tem uma extensa ficha criminal e era o 10 de espadas do “Baralho do Crime”, um catálogo da Secretaria de Segurança Pública da Bahia, que reúne informações dos foragidos mais perigosos do estado. Além disso, na investigação a PF descobriu que o suspeito é um dos responsáveis por fornecer material bélico e organizar os ataques em Valéria e outros bairros de Salvador.