Prefeitura do Rio trabalha com dois cenários para definir desfiles no Carnaval; entenda

Análise da contaminação da variante Ômicron será fundamental para estabelecer as estratégias para as escolas na Marquês de Sapucaí

Vista aérea do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, iluminado com as cores da escola de samba Mangueira.
Vista aérea do Sambódromo da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, iluminado com as cores da escola de samba Mangueira. Getty Images

Beatriz PuenteCamille CoutoIsabelle Salemeda CNN

no Rio de Janeiro

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As próximas duas semanas serão decisivas para determinar como será o Carnaval da cidade do Rio de Janeiro. Depois de cancelar o desfile de blocos de rua, mudanças de protocolo podem acontecer também no Sambódromo, em caso de agravamento do panorama epidemiológico. Segundo o secretário municipal de Saúde do Rio de Janeiro, Daniel Soranz, existem dois cenários possíveis.

“O primeiro cenário é a variante Ômicron aumentar o número de casos e não aumentar número de casos graves nem de óbitos. É uma coisa que a gente está vendo, ainda está analisando. Se a variante causar aumento de casos graves ou de internações, (segundo cenário) a gente vai ter que repensar este planejamento. Neste momento, a gente tem um cenário de aumento de número de casos, mas sem aumento de número de casos graves, justamente por conta da altíssima cobertura vacinal na cidade do Rio de Janeiro”, explicou Soranz.

Um protocolo sanitário feito pela Liga das Escolas de Samba (Liesa), que representa as 12 agremiações, já foi entregue às autoridades municipais e está sob avaliação dos técnicos da secretaria de saúde e da vigilância sanitária. De acordo com o presidente da Liesa, Jorge Perlingeiro, a proposta para o protocolo sanitário será baseada no controle de público e exigência de passaporte de vacina.

No entanto, não é descartada a possibilidade de pedir também um teste negativo de Covid-19. “A gente precisa avaliar dia a dia para ver como vai ser comportamento dessa variante. Os próximos quinze dias vão ser decisivos para gente tomar decisão”, explicou Soranz.

O secretário estadual de Saúde, Alexandre Chieppe também admite a possibilidade de protocolos mais rígidos durante a festa. “Os protocolos para os desfiles das escolas de samba estão sendo feitos e, a princípio, estão mantidos. Mas os protocolos terão que ser mais rígidos, inclusive do que a gente tinha sugerido anteriormente por conta das características diferentes da variante Ômicron, que escapa muito à vacinação. E, portanto, a gente talvez tenha que ter uma estratégia mista, combinando teste com vacinação, pra gente ter um Carnaval seguro na Sapucaí”, disse Chieppe.

Blocos de rua

Já a reunião para definir se haverá ou não desfiles dos blocos de rua em pontos estratégicos da cidade, sugeridos pela prefeitura, que aconteceria nesta sexta-feira (7), foi adiada por causa situação epidemiológica da cidade. A informação foi confirmada pela produtora cultural Rita Fernandes, presidente da Sebastiana, a Associação Independente dos Blocos de Carnaval de Rua da Zona Sul, Santa Teresa e Centro.

Novas restrições

O prefeito do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, não descarta a necessidade de ter que adotar medidas mais restritivas para barrar o avanço da variante Ômicron, que já é responsável por 98,1% das infecções por coronavírus na cidade. “Se forem necessárias medidas restritivas, nós tomaremos, mas elas também precisam de coesão social. Nós estamos no terceiro ano de pandemia, a economia precisa girar, a vida precisa ser vivida”, disse durante a abertura de mais um polo de testagem contra a Covid-19, na zona sul da cidade.

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