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    Mais de 41% dos brasileiros vão viajar menos de avião em 2023, aponta levantamento

    Alta nos preços das passagens, vontade de poupar e mais encontros virtuais desestimulam os deslocamentos, mostram dados da Proteste

    Embarque do Aeroporto de Guarulhos.
    Embarque do Aeroporto de Guarulhos. Rovena Rosa/Agência Brasil

    Jéssica Mourada CNN

    Brasília

    Cerca de 4 em cada 10 brasileiros pretendem diminuir a quantidade de viagens aéreas em 2023 em relação ao número de deslocamentos que fizeram em 2022. A conclusão é de um levantamento da Proteste, associação sem fins lucrativos que atua pela defesa dos direitos dos consumidores.

    A pesquisa foi divulgada nesta segunda-feira (17) e aponta que a alta nos preços de passagens, a vontade de poupar e a substituição de encontros presenciais por reuniões virtuais são os principais motivos que desestimularam os deslocamentos de avião.

    Segundo o estudo, no Brasil, 35,3% dos passageiros pretendem voar de três a quatro vezes em 2023. A mesma proporção dos brasileiros que responderam ao questionário deve viajar de avião até duas vezes neste ano. Outros 16,4% afirmaram que farão entre 5 e 10 voos. Já 8,5% não vão viajar.

    O levantamento entrevistou passageiros não só no Brasil, mas também em outros nove países para avaliar a prestação de serviço pelas empresas aéreas e aeroportos. Ao todo, 11.880 consumidores responderam ao questionário.

    A Proteste produziu um ranking a partir da avaliação da satisfação dos passageiros com 50 companhias nesses 10 países. O quesito considerou aspectos como check-in online, qualidade do lanche fornecido pelas aéreas, entretenimento a bordo, pontualidade, conforto do assento e espaço para bagagem na cabine, por exemplo.

    As três empresas brasileiras mais usadas no país aparecem na lista: a Azul ficou na 24ª posição; a Latam no 41º lugar. A Gol foi a pior avaliada, e ficou na última colocação.

    No topo do lista estão a Luxair, de Luxemburgo; Emirates, dos Emirados Árabes Unidos, e a Qatar Airways.

    No país, cabe à Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) fiscalizar a qualidade da prestação de serviços áereos. A agência foi procurada para comentar os dados, mas ainda não se manifestou.

    O ministro de Portos e Aeroportos, Márcio França, afirmou que vai lançar até julho deste ano o programa Voa Brasil para ofertar passagens aéreas até R$ 200 para a população de baixa renda. O preço das passagens, que acumulava uma série de altas desde 2020, recuou 5,32% em março segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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