Mais de 57 mil pessoas não tomaram a 2ª dose da vacina contra a Covid-19 em SP

A Coronavac prevê o intervalo entre primeira e segunda doses de até 28 dias; nem todos têm respeitado o prazo

Frasco com Coronavac, vacina contra Covid-19, em São Paulo
Frasco com Coronavac, vacina contra Covid-19, em São Paulo Foto: Divulgação/Governo do Estado de São Paulo (2.mar.2021)

Julyanne Jucá

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Mais de 57 mil pessoas não retornaram aos postos da capital paulista para receber a segunda dose da vacina contra a Covid-19. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo, 57.476 não completaram o esquema vacinal da Coronavac até a última quarta-feira (07).

O imunizante produzido pelo Instituto Butantan em parceria com o laboratório chinês Sinovac prevê o intervalo entre primeira e segunda doses da vacina contra a Covid-19 de até 28 dias. Até a última quarta-feira, 1.479.489 pessoas receberam a primeira dose da Coronavac, mas cerca de 3,88% delas não retornaram para receber a segunda dentro do prazo.

A Secretaria Municipal de Saúde informou, por meio de nota, que os agentes Comunitários de Saúde alertam a população sobre a importância da imunização correta com as duas doses e também monitoram os pacientes que não tomaram nenhuma das doses ou apenas a primeira delas.

Em números absolutos, a capital paulista é a cidade que mais aplica doses de vacina no Estado de São Paulo. No entanto, se comparado o percentual em relação à sua população, a cidade ocupa apenas a 269ª posição no ranking de vacinação do governo estadual, com 1.534.779 pessoas imunizadas com a primeira dose até este sábado. O valor representa 12,5% de sua população imunizada.

Etapa atual

A cidade de São Paulo começou a vacinar, neste sábado (10), os profissionais da Educação com idade superior a 47 anos. Além deles, fazem parte do grupo prioritário atual os idosos com 68 anos ou mais, profissionais de saúde com 50 anos ou mais, pessoas em situação de rua cadastradas nos centros de acolhida, trabalhadores de cemitérios públicos e privados do município, trabalhadores no atendimento direto a vulneráveis da SMADS (Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social) e da SMDHC (Secretaria Municipal de Direitos Humanos e Cidadania).

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