Prime Time

seg - sex

Apresentação

Ao vivo

A seguir

    #CNNPop

    Marina Ruy Barbosa quer usar sua imagem para combater violência contra a mulher: “Causa de todas”

    Atriz é embaixadora da campanha Abuso Não é Amor e acredita que com seu alcance pode ajudar a atingir mais pessoas sobre o tema

    Marina Ruy Barbosa em evento contra relacionamentos abusivos
    Marina Ruy Barbosa em evento contra relacionamentos abusivos Petala Lopes / Divulgação

    Rafael Farias Teixeiracolaboração para a CNN São Paulo

    O mês dos namorados no Brasil é um bom momento para falar e celebrar o lado positivo dos relacionamentos e também fazer alertas sobre maus comportamentos. A atriz Marina Ruy Barbosa,  como embaixadora de uma marca internacional, usou a campanha para refletir sobre o tema.

    “Ainda temos um caminho longo a percorrer quando se trata de abuso contra a mulher. Eu sei que essa é uma causa de todas nós, urgente, mas eu espero que com meu alcance eu possa trazer mais informação, mais atenção para esse tema de combate à violência contra a mulher”, disse a atriz,

    Segundo a atriz, 67% da sua audiência no Instagram é de mulheres, mas que é preciso levar isso para todos, amigos e familiares. “A nossa intenção é enfatizar esses sinais de atenção que nós mulheres temos que ter durante os relacionamentos.”

     

    A campanha da Yves Saint Laurent Beauté lançou um site que oferece treinamento online e recursos educacionais para sobreviventes de relacionamentos abusivos e aqueles que procuram se tornar aliados na luta. Já o Instituto AzMina, parceiro na campanha, disponibiliza um app para compartilhar informações e um mapa com os serviços públicos de atendimento às sobreviventes de violência em todo o Brasil.

    “As pessoas ainda não entenderam que a violência doméstica é um problema social e estrutural, não individual; e portanto, a responsabilidade no enfrentamento a ela é também social, coletiva e política”, afirma a escritora e psicanalista Manuela Xavier, que também participou do evento. “Hoje, embora tenhamos caminhado bastante no que diz respeito a visibilidade e garantia dos direitos das mulheres, ainda vivemos num Brasil machista e patriarcal que segue fechando os olhos para a realidade da violência doméstica.”

    Da direita para esquerda Marilia Moreira, diretora do Instituto AzMina, Marina Ruy Barbosa, atriz, Sabrina Zanker, diretora geral de L’Oréal Luxo, Manuela Xavier, escritora e psicanalista, e Ada Rodrigues, psicóloga. / Petala Lopes / Divulgação

    Consciência pela educação

    Segundo Manuela, um passo importante para enfrentar a violência contra a mulher é a educação.

    “É urgente uma política de educação que desconstrua a ideia de que meninas devem ser frágeis e obedientes e meninos devem ser fortes e viris é fundamental uma política que eduque a sociedade a reconhecer os sinais de abuso e violência, e garantias legais que empoderem mulheres a denunciarem seus companheiros; e sobretudo, uma revolução cultural que pense a igualdade entre os gêneros como uma medida que preserva a vida das mulheres.”