MEC não coordenou educação durante a pandemia de Covid-19, diz Cláudia Costin

De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil não aumentou o orçamento para a educação no ensino fundamental em 2020 e 2021

Produzido por Juliana Alvesda CNN

Em São Paulo

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A diretora do Centro de Políticas Educacionais da Fundação Getulio Vargas (FGV), Cláudia Costin, acredita que o Ministério da Educação (MEC) não coordenou a educação brasileira da forma que deveria durante a pandemia do novo coronavírus.

De acordo com relatório da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), o Brasil não aumentou o orçamento para a educação no ensino fundamental em 2020 e 2021.

A pesquisa analisou os impactos da pandemia em 37 países e o Brasil ficou na contramão do grupo.

“A crise que vivemos não é só sanitária, ela se tornou uma crise educacional. Isso significa que, depois de um ano e meio de escolas fechadas, as perdas de aprendizagem seriam ainda piores do que se revelaram se não houvesse alguma atividade para mitigar os danos feita por tanto tempo em tantas escolas”, disse ela em entrevista à CNN.

“Deveríamos ter investido em plataformas digitais, em conectividade para os estudantes, contratado mais professores, como Portugal fez, para dar um reforço escolar, e melhorar a infraestrutura das escolas para um retorno presencial seguro. O MEC tinha um papel de coordenar essa resposta educacional à Covid, e infelizmente isso não foi feito.”

Apesar da situação crítica, na avaliação de Costin, há experiências de governos estaduais que conseguiram suprir em parte essa falta de coordenação nacional, como é o caso do Espírito Santo, Pernambuco, Minas Gerais e São Paulo.

“Mas teria sido muito melhor se houvesse uma ação coordenada nacional. Na falta disso, cada estado e município fez como entendeu certo, mas foi insuficiente.”

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