Médico da Prevent Senior diz que voltaria a prescrever hidroxicloroquina

Rodrigo Esper, responsável pelo estudo da Prevent Senior sobre o uso de hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, falou na na CPI na Câmara Municipal de São Paulo nesta quinta

Bruna Macedoda CNN

em São Paulo

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O médico Rodrigo Esper, responsável pelo estudo da Prevent Senior sobre o uso de hidroxicloroquina no tratamento da Covid-19, disse nesta quinta-feira (11), em depoimento à CPI na Câmara Municipal de São Paulo, que “teria de conversar com a pessoa”, mas que, possivelmente, ainda prescreveria medicamentos sem eficácia comprovada aos pacientes.

Segundo ele, isso aconteceria de forma “of label” e faz parte da “liberdade médica” que defende.

Apesar da declaração, o médico negou que tenha feito pacientes de cobaia: “Jamais existiu qualquer tipo de experimentação”, e que a empresa tenha ocultado mortes.

Sobre o estudo realizado a respeito do uso de hidroxicloroquina, Esper declarou que foi algo “apenas observacional”, não tendo sido publicado em nenhuma revista científica.

Além de Rodrigo Esper, os vereadores de São Paulo ouviram Rafael de Souza da SIlva, atual diretor clínico que responde ao departamento de telemedicina da operadora, o médico Sérgio Antônio Dias da Silveira, e Daniella Cabral de Freitas, atual diretora clínica da Prevent Sênior.

Durante o depoimento, a médica, que teria assinado o Protocolo Manejo Clínico Covid-19, elaborado pela operadora, disse que todos os pacientes que tomaram medicamentos sem eficácia assinaram “termos de consentimento”, o que vai de encontro às denúncias que foram recebidas pela CPI.

Ao final dos depoimentos, em entrevista à imprensa, os vereadores que compõem a comissão classificaram como “ineficazes” os depoimentos, e lamentarem que “até hoje a empresa adote a mesma postura do início da pandemia”.

Essa foi a quinta sessão da CPI. Para a próxima, na semana que vem, está confirmado o depoimento de um representante da vigilância sanitária: “ainda temos muito a esclarecer, por exemplo, entender porque os hospitais funcionavam sem alvará”, acrescentou o presidente da comissão Antônio Donato (PT).

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