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    Médico é flagrado assediando paciente em UPA na Grande Belo Horizonte

    Paciente de 22 anos foi à unidade de saúde com dor na perna e foi abusado durante atendimento

    Fachada da UPA onde ocorreu o abuso, na Grande Belo Horizonte
    Fachada da UPA onde ocorreu o abuso, na Grande Belo Horizonte Reprodução/Google Street View

    Thomaz CoelhoVictor Locatelida CNN*

    Em São Paulo

    Um médico de 37 anos foi flagrado masturbando um paciente de 22 anos em uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) localizada em Santa Luzia (MG), na região metropolitana de Belo Horizonte. O caso ocorreu nesta sexta-feira (12). Tanto o médico quanto a vítima não tiveram os nomes divulgados.

    O jovem foi à UPA São Benedito por volta das 13h queixando-se de dores na perna. Ele foi atendido às 16h.

    De acordo com a Polícia Militar, durante o atendimento, o médico realizou exames com as portas fechadas e sem a presença de acompanhantes. O profissional teria apalpado as pernas do paciente e feito perguntas consideradas estranhas.

    Em seguida, o médico teria se abaixado, tocado o órgão sexual do paciente e iniciado a masturbação. Ao ser questionado pelo jovem, o profissional teria respondido que aquele procedimento era normal e deixou a sala sem comunicar ao gerente da unidade. Uma funcionária da limpeza percebeu a demora e testemunhou a ocorrência.

    Após análise policial, foi constatado que o médico possui histórico com esse tipo de conduta. Ele, inclusive, tinha um mandado de prisão em aberto, emitido no dia 30 de janeiro, pelo crime de violência sexual mediante fraude.

    De acordo com o código penal, o crime de violência sexual mediante fraude é caracterizado quando há “conjunção carnal ou prática de outro ato libidinoso com alguém, mediante fraude ou outro meio que impeça ou dificulte a livre manifestação de vontade da vítima”.

    Procurada pela CNN, a prefeitura de Santa Luzia afirmou que, assim que tomou conhecimento do caso, “imediatamente se empenhou em tomar todas as medidas administrativas e judiciais cabíveis”.

    “O possível agressor não mantém vínculo profissional direto com a Administração Pública Municipal e sim com empresa legalmente contratada para a prestação de serviços médicos à população. Sendo que a contratada já foi provocada na perspectiva de prestar esclarecimentos imediatos acerca da contratação dos funcionários, bem como de detalhar sobre o controle e fiscalização das condições de habilitação profissional dos mesmos”, diz a prefeitura.

    “Salientamos que todas as medidas administrativas e judiciais estão, e continuarão, sendo tomadas em relação à referida empresa contratada e ao possível autor do ato, visando, assim, que episódios desta natureza não se repitam. Informamos também que toda a assistência necessária ao paciente e sua família está sendo prestada, estando toda equipe à disposição em tempo integral”, acrescenta a administração municipal.

    * Sob supervisão