Militar que atua na segurança de Bolsonaro está internado com coronavírus

Capitão da PM do Distrito Federal trabalha em eventos e algumas viagens do presidente; ele estava em isolamento domiciliar, mas teve piora no quadro clínico

Seguranças acompanham o presidente Jair Bolsonaro em Jacksonville, Flórida, no encerramento de viagem aos EUA
Seguranças acompanham o presidente Jair Bolsonaro em Jacksonville, Flórida, no encerramento de viagem aos EUA Foto: Alan Santos - 10.mar.2020/ PR

Da CNN, em São Paulo e em Brasília

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Um funcionário do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) que atua na segurança do presidente Jair Bolsonaro está internado após contrair o novo coronavírus.

A informação foi confirmada pela mãe de Ari Celso Rocha Lima de Barros, de 39 anos. 

Por telefone, a advogada Julmar Rocha Lima de Barros contou que o filho Ari está no Hospital de Base, em Brasília, desde a noite de quarta-feira (25). Ele havia sido diagnosticado com COVID-19, doença causada pelo novo coronavírus, no dia 18 e estava em isolamento em casa. Entretanto, teve febre, uma piora no quadro clínico e foi hospitalizado.

Ari é capitão da Polícia Militar do Distrito Federal e, segundo portaria do GSI de fevereiro deste ano, atua no governo como assistente técnico militar. De acordo com a família, ele faz a segurança do presidente em eventos e algumas viagens, mas não estava na comitiva que foi para a Flórida, nos Estados Unidos, no início do mês. Vinte e três pessoas que estiveram com o presidente nesta viagem testaram positivo para novo coronavírus.

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Segundo Julmar, apenas integrantes da PM têm visitado Ari. “Nós da família, eles não deixam ter acesso por precaução. Mas ele me mandou recado que está bem e dormiu a noite toda. Para nós isso é vitória”, disse a advogada de 74 anos. Ari é casado e pai de dois filhos.

O militar, segundo o relato da mãe, está consciente e não usa respiradores. Julmar conta que o filho pratica esporte e tem boa saúde. “Ele é novo, muito estudioso. É atleta também, pratica muito esporte, cuida da saúde direitinho. Com fé em Deus ele vai sair dessa”, disse.

A mãe do capitão da PM relatou ainda que foi informada que um funcionário da presidência esteve no hospital para saber as condições de saúde do filho.

“Ele é muito realizado no trabalho. Ele diz que gosta muito do presidente, que é muito atencioso, cumprimenta a todos e não faz distinção de ninguém. Inclusive, já foi alguém da presidência visitar.”

A assessoria de imprensa do GSI confirmou que Ari faz parte da Segurança Presidencial, porém ressaltou que ele não esteve no voo para Miami (EUA). 

Ainda segundo o GSI, desde o regresso dos EUA, Jair Bolsonaro não teve contato com o segurança, porque Ari trabalhou no voo que levou o secretário Especial de Comunicação Social Fábio Wajngarten para São Paulo. Wajngarten foi o primeiro auxiliar próximo a Bolsonaro a ser diagnosticado com COVID-19. 

Segundo o GSI, Ari foi colocado em isolamento logo após o voo com Wajngarten e, como apresentou sintomas com o decorrer da quarentena, fez teste para coronavírus – cujo resultado positivo foi divulgado no último dia 22.

(Com informações do Estadão Conteúdo)

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