Ministro da Educação elogia secretário de Doria por insistir na volta às aulas

O ministro da Educação Milton Ribeiro falou sobre abstenções no Enem (24.jan.2021)
O ministro da Educação Milton Ribeiro falou sobre abstenções no Enem (24.jan.2021) Foto: Reprodução / CNN

Renata Agostinida CNN

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A decisão do governo de São Paulo de insistir na retomada das aulas foi bem recebida no Ministério da Educação de Jair Bolsonaro. Para o ministro Milton Ribeiro, o retorno do ensino presencial é indispensável e o secretário de educação de João Doria, Rossieli Soares, teve “coragem” de enfrentar a questão.

“Ele tem minha solidariedade e meu apoio. Parabenizo pela coragem como gestor público de enfrentar a mídia e a opinião dos sindicatos. Ele teve coragem não por querer aula por ter aula. Ele está olhando o interesse dos alunos”, disse o ministro à coluna.

Atendendo a um recurso do governo Doria, o Tribunal de Justiça de São Paulo derrubou na sexta-feira (29), a liminar que barrava a volta às aulas no estado, abrindo caminho para a retomada do ensino presencial nas cidades paulistas.

O MEC determinou o retorno das aulas presenciais nas universidades a partir de março. No caso da educação básica, as regras são definidas por estados e municípios. Ribeiro disse que, apesar disso, o MEC tem acompanhado os movimentos de São Paulo.

A avaliação é que o estado foi criterioso ao definir os protocolos sanitários para a retomada.Segundo ele, o ideal seria que outros estados seguissem o exemplo. A decisão, porém, depende da situação da pandemia em cada localidade, disse o ministro.

“A figura do professor é insubstituível, sobretudo na educação básica”, afirmou Ribeiro. “Desde o início, nós sinalizamos que o retorno às aulas presenciais seria bom. Sempre claro, observando a questão do protocolo. No caso das crianças, a administração é dos estados e municípios, mas vejo com bons olhos”, afirmou o ministro à coluna.

Ribeiro afirmou que foi pensando na necessidade de retomada presencial que ele encaminhou, em outubro de 2020, um pedido formal ao ministro-chefe da Casa Civil, general Braga Netto para incluir nos grupos prioritários de vacinação os estudantes, professores e profissionais da educação básica.

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