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    Morre décima vítima por intoxicação após consumo de cerveja da Backer

    Onze funcionários da cervejaria foram indiciados pela Polícia Civil há um mês pela suspeita de crimes

    Tanques da cervejaria Backer, investigada por intoxicação envolvendo o consumo de sua bebida
    Tanques da cervejaria Backer, investigada por intoxicação envolvendo o consumo de sua bebida Foto: Reprodução/Instagram @cervejariabacker (7.out.2019)

    Caroline Louise, da CNN em Belo Horizonte

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    Morreu na madrugada deste sábado (18), em Belo Horizonte, a décima vítima de intoxicação após consumo da cerveja Belorizontina, da fábrica Backer. Marco Aurélio Gonçalves Cotta estava internado há mais de seis meses no hospital Mater Dei, na capital mineira.

    Ele é a segunda pessoa a falecer nesta semana em decorrência do consumo da bebida, seis meses depois de se tornarem públicos os casos de contaminação pela cerveja.

    Cotta tomou a cerveja em dezembro de 2019, nas festas natalinas e de fim de ano da família, logo sentindo os primeiros sintomas. A maior parte de sua internação foi em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

    Durante todo o tratamento, Cotta teve oito paradas cardiorrespiratórias e estava em coma há 40 dias. No dia 1º, os médicos fizeram uma ressonância magnética e constataram a irreversibilidade do caso. 

    Os advogados da família já apresentaram à Backer os gastos familiares com o tratamento médico de Cotta, mas dizem que a empresa nunca respondeu às solicitações. Cotta deixa esposa, dois filhos e uma neta.

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    Há pouco mais de um mês, onze pessoas foram indiciadas pela Polícia Civil por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), lesão corporal e contaminação alimentícia no inquérito que apurou a intoxicação de 29 pessoas que consumiram a Belorizontina. As investigações apontaram técnicos da empresa como os principais responsáveis pela contaminação.

    Um dia depois dos indiciamentos, a Backer disse que a conclusão das investigações não condizia com as provas coletadas pelos policiais.

    Segundo as investigações, a substância dietilenoglicol, altamente tóxica, estava contaminando a cerveja por meio de rachaduras que não teriam sido identificadas pela fábrica. A substância é utilizada pela empresa no processo de resfriamento externo de equipamentos da linha de produção.

    Outro lado

    A Backer informou que não vai comentar a décima morte atribuída ao consumo da Belorizontina.

    Na última quarta-feira (15), José Osvaldo de Faria, de 66 anos, morreu no Hospital Madre Teresa, na capital mineira, onde estava internado desde fevereiro do ano passado depois de consumir a cerveja. Ele teve cinco paradas cardiorespiratórias, nove pneumonias e perdeu completamente a visão, além de ter paralisia nas pernas e na face. 

    A polícia confirmou que os dois falecimentos, o de sábado e o de quarta-feira, fazem parte do inquérito que apura as mortes pelo consumo da cerveja.

    (Com informações do Estadão Conteúdo)

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