Morre Jaider Esbell, artista plástico indígena destaque da Bienal de São Paulo

Natural de Roraima, ele tinha apenas 41 anos; causa da morte ainda não foi revelada

Jaider Esbell
Jaider Esbell Reprodução/Instagram

Carolina FigueiredoHenrique Andradeda CNN

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O artista plástico indígena Jaider Esbell morreu nesta terça-feira (2) aos 41 anos. Natural de Roraima, ele era um dos expositores da 34ª Bienal de São Paulo, que acontece desde setembro na capital paulista.A causa da morte ainda não foi informada.

Em nota, a Fundação Bienal de São Paulo lamentou o falecimento de Jaider e destacou as contribuições do artista no cenário brasileiro. “Esbell teve papel central no movimento de consolidação da arte indígena contemporânea no Brasil. Com clareza e generosidade, tornou-se um dos principais porta-vozes dos artistas de povos originários”.

No lago do Parque Ibirapuera, Jaider montou uma instalação de duas serpentes, com cores vibrantes e ilusão interna. As cobras, com aproximadamente 20 metros cada, representam “um animal de poder” na cultura do xamanismo indígena.

“Sua contribuição se estendeu para muito além da apresentação de seus próprios trabalhos, envolvendo intensas trocas com os curadores e outros artistas da mostra, uma atuação curatorial histórica na exposição coletiva e o desenvolvimento de ações em colaboração com outros artistas”, diz o comunicado da Bienal.

Exposição de Jaider Esbell na 34ª Bienal de SP / Levi Fanan /Fundação Bienal de São Paulo

O Governo de Roraima também divulgou comunicado sobre a morte do arista. “Ele deixa um legado de luta pelos valores culturais e artísticos dos povos indígenas”, escreve o governador Antonio Denarium (PP).

Lideranças e ativista indígenas se manifestaram sobre o falecimento de Jaider e destacaram seu talento artístico. “É muito difícil pra nós, a dor que fica, a perda do nosso jovem e grande ativista, lamento muito e desejo força ao seu povo e família”, escreveu Alice Pataxó, ativista dos povos originários.

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