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    Mourão alfineta Macron e cita desmatamento ilegal na Guiana Francesa

    Resposta do vice-presidente é reação a carta assinada pela França e outros 7 países citando 'preocupação com desmatamento na floresta amazônica'

    O vice-presidente Hamilton Mourão
    O vice-presidente Hamilton Mourão Foto: Adriano Machado - 29.jul.2020/ Reuters

    Cristina Kos e Bia Gurgel, da CNN, em Brasília

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    O vice-presidente, Hamilton Mourão, afirmou nesta sexta-feira (18) que há registros de desmatamento e garimpo ilegal na Guiana Francesa, território da França, após ser questionado sobre a resistência que o governo do presidente francês, Emmanuel Macron, mostra a respeito do acordo entre o Mercosul e a União Europeia (UE).

    “Não vou colocar a discussão nesse nível. Essa é aquela discussão no nível baixo. O que vou colocar em discussão é que temos de trabalhar por meio da diplomacia e das nossas operações de comando e controle para termos o canal de diálogo aberto e mostrar que o acordo não favorece única e exclusivamente os países do Mercosul. Muito pelo contrário”, declarou o vice-presidente.

    A declaração foi dada em debate virtual promovido pelo Instituto para Reforma das Relações entre Estado e Empresa (Iree) com os ex-ministros da Defesa e do Gabinete de Segurança Institucional (GSI) no governo de Michel Temer, Raul Jungmann e Sérgio Etchegoyen.

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    Nesta quarta-feira (16), Mourão recebeu uma carta da França e outros sete países europeus demonstrando preocupação com o desmatamento em território brasileiro.

    “Na Europa, há um interesse legítimo no sentido de que os produtos e alimentos sejam produzidos de forma justa, ambientalmente adequada e sustentável” e por isso os números do desmatamento na floresta amazônica estariam preocupando “consumidores, empresas, investidores e a sociedade civil”, afirma o documento.

    Após receber a carta, Mourão disse que deseja levar embaixadores na região. “Nós fizemos uma reunião para ver qual o tratamento que seria dado. A decisão é que o Itamaraty vai conversar com o embaixador alemão”, afirmou. Segundo ele, o planejamento é que a viagem ocorra no final de outubro.

     

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