Mourão: Embaixadores ‘estão cientes’ sobre compra de madeira ilegal por empresas

Bolsonaro sinalizou que revelaria lista de países envolvidos em importação clandestina de madeira brasileira

Caroline Rosito

Da CNN, em São Paulo

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O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou nesta quinta-feira (19) que os embaixadores, que viajaram à Amazônia para conhecer a atuação do governo federal na área ambiental, foram informados sobre a lista de “empresas estrangeiras” acusadas, pelo presidente Jair Bolsonaro, de importar madeira ilegal do Brasil.

“Isso já tinha sido informado de forma geral na nossa viagem com os embaixadores. Foi a apresentação que o superintendente regional da Policia Federal em Manaus fez, e é isso que será apresentado”, declarou Mourão 

Bolsonaro começou a aventar, na última semana, a possibilidade de revelar países envolvidos em importação clandestina de madeiras do Brasil. Durante discurso na abertura da Cúpula do Brics, o presidente reforçou as declarações. 

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“Estaremos revelando nos próximos dias os países que têm importado madeira extraída de forma ilegal da Amazônia, e alguns desses países, os mais severos críticos ao meu governo no tocante a essa região amazônica. Creio que depois dessa manifestação, que interessa a todos, essa prática diminuirá muito nessa região”, disse Bolsonaro. 

Mourão, no entanto, reforçou que quem compra madeira ilegal são empresas e não países, ao contrário do que foi mencionado pelo presidente Bolsonaro. “Não é o país, são as empresas. O presidente já deixou claro isso aí”, disse o vice. 

Mourão, que também preside o Conselho Nacional da Amazônia, disse ainda que alguns embaixadores reagiram de maneira “normal” durante a apresentação da PF e que a investigação faz parte de uma cooperação internacional. 

“É óbvio que o embaixador da União Europeia reagiu, mas foi uma reação normal. Isso é cooperação internacional. Entra a Interpol [Organização Internacional de Polícia Criminal], entra um monte de coisas. Isso é uma matéria a cargo da Polícia Federal”, encerrou Mourão. 

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