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    MP da Bahia sugere câmeras corporais e maior controle de munições e armas para conter letalidade policial

    Estado registrou pelo menos 71 mortes durante confrontos com a polícia em setembro; governo federal enviará R$ 20 milhões para auxiliar no combate às organizações criminosas

    Agentes da Policia Militar da Bahia durante operação em Salvador
    Agentes da Policia Militar da Bahia durante operação em Salvador Divulgação/Governo da Bahia

    Leandro Resende

    O Ministério Público da Bahia apresentou na última segunda-feira (02) uma série de sugestões para o plano de redução da letalidade policial no estado, que será apresentado pela Secretaria de Segurança Pública.

    A principal sugestão é o uso de câmeras corporais nas fardas dos policiais militares, que estão em processo de licitação pela pasta e devem ser adquiridas ainda neste mês.

    A Bahia registrou pelo menos 71 mortes durante confrontos com a polícia em setembro, incluindo duas de policiais militares e uma de policial federal. O governo federal está acompanhando a situação e enviará R$ 20 milhões para auxiliar no combate às organizações criminosas.

    Em conversa com a CNN, o promotor de Justiça Luis Alberto Vasconcelos, coordenador do Centro de Apoio Operacional de Segurança Pública (Ceosp), afirmou que, além das câmeras corporais, o governo da Bahia deve investir em um sistema de georreferenciamento das viaturas, para que seja possível saber em qual destacamento cada policial está, e também em um controle mais rigoroso de munições e armas.

    “É necessário identificar com mais rapidez qual batalhão está envolvido e com que munição ocorreu a morte de alguém”, afirmou.

    Além disso, o MP propôs que a PM da Bahia passe a pagar um prêmio aos batalhões que conseguirem reduzir a letalidade, o que, segundo o promotor, requer um amplo mapeamento das razões que motivam determinados grupos de policiais a serem mais violentos que outros.

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