MP denuncia ex-defensora pública filmada chamando entregadores de “macaco”

Servidora aposentada pode responder por injúria racial; Ministério Público também pediu que a Justiça estabeleça um valor para reparação dos danos causados aos trabalhadores

Polícia Civil investiga denuncia de injúria racial contra entregador no Rio de Janeiro
Polícia Civil investiga denuncia de injúria racial contra entregador no Rio de Janeiro Reprodução

Filipe Brasilda CNN*

No Rio de Janeiro

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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MP-RJ) denunciou uma ex-defensora pública por injúria racial contra dois homens que realizavam uma entrega no condomínio dela em Niterói, na região metropolitana do Rio. A servidora aposentada foi filmada no dia 30 de março chamando os trabalhadores de “macaco”.

De acordo com o relato das vítimas, a ex-defensora teria se exaltado porque o veículo estava estacionado em um local que impedia a saída do carro dela. Segundo a denúncia do MP, ela saiu de casa e ordenou, já com ofensas, que a van fosse retirada. Em seguida, teria dado tapas nos vidros e jogado duas pedras contra o veículo.

O ajudante respondeu que não poderia retirar a van, pois não possuía carteira de motorista e aguardaria o colega, que realizava uma entrega em uma residência próxima. Segundo a denúncia, em cerca de dois minutos, o motorista chegou ao local e retirou a van do caminho. Nesse momento, ela teria jogado uma lata de refrigerante contra o veículo.

De acordo com o MP, a mulher aparece em outros inquéritos policiais por constrangimento ilegal, lesão corporal culposa, difamação e injúria. Além da denúncia pelo crime, o Ministério Público pediu que a Justiça estabeleça um valor para reparação de danos causados pela injúria.

Em nota, a Defensoria Pública do Rio de Janeiro informou que é “absolutamente contrária a qualquer forma de discriminação” e que tem coordenações atuantes nesses tipos de caso. O órgão, por fim, destaca que a mulher do vídeo está aposentada desde novembro de 2016.

A CNN não conseguiu localizar a defesa da ex-servidora.

*sob supervisão de Pauline Almeida

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